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Gen Z: novos hábitos de uma geração pós-millenials

A nova geração de adolescentes e pré-adolescentes é chamada de gen Z, e seu comportamento traz uma evolução dos millenials do mesmo jeito que esses se diferenciavam da geração X.


14 de março de 2016 - 17h02

Se quando você pensa em millenials, a imagem de um adolescente rebelde espinhento vem à sua mente, então você está desatualizado. O termo millenials é usado para identificar pessoas nascidas entre 1981 e meio da década de 1990. Assim, eles estão muito mais para o jovem executivo de 30 anos do que o adolescente com menos de 18.

A nova geração de adolescentes e pré-adolescentes é chamada de gen Z, e seu comportamento traz uma evolução dos millenials do mesmo jeito que esses se diferenciavam da geração X. O painel Gen Z: The Most Influential Consumer, no terceiro dia de SxSW, falou de como marcas devem se planejar para impactar essa nova geração.

As marcas que focam nessa audiência precisam se preocupar com quatro aspectos principais:

· Plataforma

· Alcance

· Conteúdo

· Representatividade

Plataforma: Se os millenials são conhecidos como nativos digitais, os membros da geração Z são nativos em mobile. São adolescentes e crianças nascidas depois de 1995, que não conhecem o barulho da internet discada nem o Windows XP — seu primeiro contato com a internet foi através de tablets. Para eles, uma experiência digital que não prioriza a experiência mobile não faz sentido.

Alcance: diferente de as gerações que vieram antes deles, os chamados Gen Z não querem compartilhar sua vida para o mundo inteiro ver. Eles não estão interessados em broadcast. A nova geração de internautas quer troca íntima de mensagens e conteúdo one-to-one. Postar no Twitter e no Facebook para eles não é tão importante. Mas envio de mensagens privadas por meio de aplicativos como WhatsApp e Snapchat é a principal maneira que se comunicam. Eles valorizam a privacidade e o controle das pessoas que veem suas publicações.

Conteúdo: o principal tipo de consumo que essa geração faz é de conteúdo. Os Gen Z consomem o dobro de conteúdo no YouTube que os millenials. E passam a metade do tempo deles no Facebook. O melhor caminho de impactar os Gen Z é os convidando para fazer parte da conversa. Já que eles são naturalmente criadores de conteúdo, é aí que a atenção das empresas deve estar. Por exemplo, criar um fórum de comunicação aberta entre marca e consumidor.

Representatividade: sua empresa tem um garoto propaganda que estrela a novela das nove? Legal, mas isso não diz nada para um Gen Z. Eles estão muito mais preocupados e interessados em celebridades da internet, que estão mais perto do conceito de “gente normal” do que um ator global. Os brinquedos mais cobiçados no Natal de 2015 não eram aqueles com mais comerciais na TV, nem com as celebridades mais famosas, mas sim os que foram abordados nos principais canais de review de brinquedos feitos por crianças. Se a sua marca ainda está pensando que criar conteúdo de massa para o público jovem com celebridades, como caminho para conquistar essa audiência, é bom correr que ainda dá tempo de adaptar a sua estratégia.

Fernanda Saboia é senior product strategist da Huge

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