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Design humano: só empatia não é suficiente

No processo de design centrado no usuário as etapas da imersão, empatia e co-criação têm que ser feitas tendo nossos próprios valores em mente

Alexandre Zaghi Lemos
15 de março de 2016 - 20h25

Steve Selzer, gerente de experience design da Airbnb, deixa claro que muito do que é realizado pelas indústrias é feito com uma certa negligência: as coisas são desenvolvidas para serem diferentes e não melhores.

No processo de design centrado no usuário as etapas da imersão, empatia e co-criação têm que ser feitas tendo nossos próprios valores em mente. Nós implicitamente trazemos nossas referências pessoais e tendências para o processo, portanto, para responsavelmente criar soluções para os outros, temos que conhecer a nós mesmos.

Empresas como Lyft, Purple Carrot e Airbnb estão transformando as interações humanas através dos seus serviços, adicionando um componente de interação que faz com que a experiência não dependa apenas da plataforma em si, mas principalmente das interações entre as pessoas durante os serviços no mundo real.

Se removermos todos os pontos de atrito – de contato pessoal – na prestação de serviços, nós eliminamos as oportunidades da auto-reflexão e da auto-descoberta e portanto de uma experiência mais rica e significativa. Em escala, a falta de atrito pode arruinar nossos valores sociais e nos tornar intolerantes em nossas experiências. É assim que o futuro deveria ser?

Devemos adotar um mindset para criação de “design in friction” que nos direciona para novas descobertas, experiências e crescimento pessoal. Na prática, é preciso pensar como escalar este mindset na criação dos produtos e serviços

O “design in friction” deve ser feito considerando:
– Design para construir habilidades: estimula a auto-descoberta
– Design para gerar auto reflexão: grande passo para reconectar as pessoas e comunidades através de um transporte melhor (Lyft)
– Design para gerar colisões
– Design para o confronto
– Design para gerar colisões: permite acesso a experiências inesperadas e não planejadas;
– Design para o confronto: estimula interações presenciais com pessoas desconhecidas.

Como diz Tony Hsieh, CEO da Zappos, é preciso aumentar as colisões e acelerar as coincidências. Depois é só assistir ao desenrolar de experiências melhores!

Luciano Nunes é senior digital marketing manager da CI&T

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