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O mercadão de ideias do Brasil

Na área de negócios do SXSW, o Trade Show, estão presentes inovações que vão da música à moda e servem como um termômetro em mudanças de indústrias importantes

Luiz Gustavo Pacete
12 de março de 2017 - 14h09

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O termo sem fronteiras faz cada vez mais sentido no mundo da tecnologia. Se uma ideia é boa, não importa sua origem ou nacionalidade, ela é. E essa premissa norteia o Trade Show, a área de negócios do SXSW onde empresas de todo o mundo se encontram para fazer negócios. Entre startups e empresas já estabelecidas, todas elas possuem algo em comum: se abrir ao mercado internacional.

Neste sentido, o Brasil ganha destaque. Reunidas em um espaço de destaque no Trade Show, mais de 60 empresas brasileiras estão aqui para vender. Pode ser essa a oportunidade de encontrar aquele cliente que vai abrir a porta de vez. Pode ser a hora de encontrar aquele contato que vai te colocar em contato com seu próximo investidor.

É possível encontrar marinheiros de primeira viagem, mas também aqueles que já tiveram experiências internacionais. É o caso de Mauricio Giordano, CTO da InEvent, plataforma de tecnologia voltada a eventos que, atendeu, no ano passado, a Coca-Cola Índia, com soluções de tecnologia de proximidade para um evento da marca. “Essa experiência trouxe um entusiasmo e mostrou que era possível buscarmos mais oportunidades fora do Brasil”, diz Giordano.

 

Marcos Ferreira (video), CEO da Mobcontent, empresa criada há dois anos e que oferece soluções de tecnologia de interatividade para marcas e plataformas de conteúdo, o desafio é a diferenciação. “Neste momento, muitas empresas chegam até aqui oferecendo serviços muitos parecidos e até um momento importante de buscar a diferenciação, mostrar por qual motivo faz sentido apostar em seu produto ou serviço”, diz Ferreira.

Conversar com esses empreendedores ávidos por vender seus produtos ou serviços rende uma boa reflexão sobre como importantes indústrias e negócios estão mudando. Olivia Melquior, criadora da Dacrideviati, por exempoi, criou sua empresa sobre a premissa de mudanças profundas no mercado da moda. Ela percebeu que os estilistas e criadores estavam distantes e isolados das estruturas de negócios e decidiu que poderia fazer essa intermediação. “Muitas vezes eles se isolam no ambiente criativo e não existe a importante interação entre as duas áreas”, diz Olivia.

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Rodrigo Amar, fundador do SuaMusica, (à direita)

Rodrigo Amar, fundador do SuaMúsica, plataforma que interliga fãs a talentos musicais, cujo primeiro cliente foi o Wesley Safadão, aproveitou as mudanças vividas no complexo momento do mercado de música para descobrir e revelar talentos. “Muitas marcas estão em busca de talentos regionais, músicos que possam se identificar com audiências e fãs em cenas emergentes da música nacional”, diz Amar. Zanna Lopes, da Agência Zanna, vê uma mudança profunda na relação entre marcas e músicas. “Música está presente em todo lugar e possui um potencial de engajamento imutável, cada vez mais as marcas estão em busca dessa associação”, diz Zanna.

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