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O que aprendi no SXSW e em Austin


20 de março de 2017 - 14h19

O SXSW acabou e já deixa saudades. Se você ainda não foi, vá! Sozinho ou acompanhado, com um grupo de amigos ou de profissionais, não importa, a experiência é memorável. A energia de pessoas do mundo todo que circula nas ruas, no convention center, nos hotéis e nas casas de shows é simplesmente contagiante e inacreditável. Uma jornada que precisa acontecer pelo menos uma vez na vida e, se possível, muitas outras vezes.

É hora de fazer um wrap up para organizar pensamentos, insights e novos projetos que surgiram durante os 10 dias de experiências intensas. Listo a seguir minhas 10 principais descobertas:

1. Antes de ir, é preciso pesquisar, planejar e, se possível, conversar com especialistas
São inúmeras as atrações. Mais de 2 mil. E avaliar a agenda previamente para a escolha certa do conteúdo e das palestras com speakers é fundamental para fazer boas escolhas e otimizar seu tempo. Sem contar que várias das sessões exigem um RSVP mesmo do festival começar. Achei que tivesse feito uma boa lição de casa, mas quando cheguei percebi que poderia ter me esforçado bem mais. Especialistas temáticos ajudam e muito a fazer as escolhas mais assertivas, e foi por conta disso que tive uma experiência musical incrível.

2. Inteligência Artificial, Robótica, Impacto Social e Startups
Os primeiros dias de Interactive têm diversas sessões sobre tecnologia, mas o grande destaque foi a Inteligência Artificial cada vez mais integrada com a Robótica. Blockchain ganhando mais espaço e muitas, muitas soluções de VR. Confesso que, minha atual paixão por tecnologias exponenciais atrelada à passagem pela Singularity University, senti falta de espaços para um aprofundamento maior deste tema. As salas de impacto social ganharam muitos adeptos, mas não vi nada muito novo. Posso ter feito a escolha errada da sessão, o que é bem comum por aqui. O bom mesmo foi ver estas tecnologias todas aplicadas por empreendedores, em pitchs diários, sabatinados por investidores, aceleradores, mentorings e especialistas da indústria criativa. Não é à toa que Austin já é considerada uma das cidades mais inovadoras do mundo.

3. As filas podem ser interessantíssimas
As filas são inevitáveis nas melhores sessões do Interactive ou nos melhores programações do Music. Não se desespere. Seja receptivo e aproveite para conhecer as pessoas, fazer novos contatos e trocar dicas e experiências. Foi nestes lugares que conheci as pessoas mais interessantes ao longo de 10 dias.

4. Impossível ver tudo, bem possível ver muito pouco
Respire fundo e controle sua ansiedade quando perder aquela sessão incrível. Procure uma outra na sua lista de favoritos ou vá para a fila da próxima. Fazer escolhas erradas também faz parte, e não se esqueça que as principais palestras poderão ser vistas no canal oficial do evento até o fim de abril.

5. Experimente os workshops
Workshops são ótimo para conhecer pessoas, fazer networking e aprender novas metodologias. E em dias de noite mais longa, são ótimos para se manter acordado durante as sessões.

6. Participe dos meet ups ou crie sua própria learning session beer
A organização do evento oferece sessões antes e durante o festival para favorecer encontros e discussões entre os congressistas. Uma excelente oportunidade de conhecer pessoas do mundo todo, trocar e saber mais sobre uma sessão bacana que você nem sabia que perdeu. E se os meet ups lotarem? Organize sua própria learning session beer pelo whatsapp e garanta que terão pessoas de diversas áreas e partes do mundo – no melhor estilo SXSW.

7. Relaxe e curta Austin
Aproveite um fim de tarde ensolarado, fuja da programação e faça um passeio de bike nas trilhas que acompanham o Rio Colorado. O pôr do sol é inesquecível e ao anoitecer o skyline da cidade com lua cheia torna a experiência memorável. Esqueça o TripAdvisor e pergunte para um local – os que passeiam com cachorros, com certeza são de Austin – o melhor lugar para comer e aproveite para ter uma conversa inspiradora. Os austinianos adoram falar da cidade e dar dicas para os visitantes. Visitar as lojas e restaurantes da parte cool da Congress Street é outro passeio imperdível, bem como conversar com o reverendo da igreja para entender os motivos que levam as instituições religiosas a abrirem seus espaço para os shows musicais.

8. O DNA do festival e da cidade é o Music Festival
Muita gente vai embora depois que acabam as sessões do Interactive. Sim, o festival é longo, mas seu DNA e o de Austin é a música ao vivo. Não dá para partir sem curtir algumas das centenas de apresentações de artistas e bandas do mundo todo, sem contar as sessões sobre o futuro da música sob diferentes perspectivas. Diferente de um megafestival, as casas comportam agradavelmente 100, 200, no máximo 1000 pessoas com o cuidado todo especial de não exceder a capacidade do local mesmo com extensas filas de espera. Isso contribui para a ausência de filas nos bares, sem contar a oferta gratuita de água – algo quase impossível de se ter num megafestival. Depois de ver tanta tecnologia e tendência no Interactive, a música cria uma atmosfera contagiante que nos toca profundamente, acalma a alma, e nos faz lembrar que ser humano é incrível.

9. Você pode ir a Austin para aprender e/ou fazer negócios
Descobri com os organizadores do festival que há dois grupos entre os congressistas: os que vêm para aprender, ver, ouvir e compartilhar com seus colegas e clientes (grande maioria dos brasileiros); e outro grupo que vêm para fazer negócio. Existe uma oportunidade enorme para a indústria criativa brasileira e é possível conversar de igual para igual com outros países. Estar aberto a novas oportunidades de negócio é algo que precisa ser melhor explorado entre os mais de mil brasileiros que visitaram o festival em 2017.

10. Reflita mais sobre diversidade
Em todas as conversas fica evidente que um dos diferenciais do festival e da cidade é a diversidade de pessoas. Sejam elas speakers, congressistas ou organizadores. Aqui reúnem-se as pessoas mais criativas do mundo, com visões e formações tão diferentes que deixam o festival pluralista e a cidade especial durante o ano todo. A principal descoberta reforça uma tendência que veio para ficar: pessoas diferentes fazem um mundo muito melhor.

Bye SXSW, bye Austin. Obrigada por tantas descobertas.

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