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Peças para mobile e VR no Brasil

O que mais o SXSW ensinou


20 de março de 2017 - 9h55

Acho que nunca peguei tanta fila na minha vida em um período tão curto. Não conheço ninguém que goste de enfrentar uma, mesmo que ela nos ajude a trabalhar melhor a paciência. Como costumo dizer, tudo é um aprendizado quando estamos abertos para o mundo.

E se tem algo no SXSW que todo mundo teve em comum, foi a experiência em filas. Era para entrar nos painéis, para ir ao banheiro, para pegar o café, para entrar nas casas, para o táxi, para os shows… fila, fila, fila…

Foi nelas que encontramos amigos, fazemos novos, algumas vezes até almoçamos no meio delas por aqui, mas nelas também tomamos conhecimento de coisas novas, de dicas para novas experiências. É uma relação de amor e ódio!

Mas voltando ao SXSW em si e tudo que esta acontecendo aqui – fora as filas -, estes últimos dias foram de muito conhecimento e diversão!

Entrei nos mais variados painéis. Cheguei a visitar cinco no mesmo dia. Fiquei casada, confesso, mas valeu. Olha o que mais rolou no festival.

Como prometido

Como comentei no texto anterior, fui em ao painel “Opening a film in a Mobile world”, sobre como os filmes estão se adaptando ao mobile. Essa palestra foi super interessante porque foi guiada por representantes da Sony e do Facebook .

A Sony é a única que esta aceitando o ‘vertical’ do Facebook para divulgação de seus filmes. Por enquanto, eles fizeram toda a parte de divulgação dos filmes ‘T2 trainspotting‘ e do ‘Baby Driver’, que ainda vão estrear no Brasil. Aliás, ambos tiveram a sua pré-estreia aqui no festival!

Foi importante assistir esse painel, pois é uma realidade que estamos vivendo hoje com nossos clientes na agência. A cada filme que colocamos no ar na TV, agora temos as adaptações, ou melhor, as versões para divulgação no digital, nas Mídias Sociais, sejam elas para o Instagram, Facebook ou Youtube.

Cada Mídia tem suas especificações, e dentro de uma mesma, ainda podemos encontrar suas variações. Isso é uma realidade. Vale a pena entrar na página oficial do Facebook desses dois filmes que comentei acima para dar uma olhada na variação dessas peças.

Moda e inovação

Já vi de tudo por aqui: conteúdo, pós-produção, VR, esporte, alimentação, moda…

Assisti à apresentação do estilista Marc Jacobs no painel “The Fashion Desinger in the Age of Social Media”. O começo foi o que mais valeu, pois ele contou um pouco sobre o último desfile que realizou, que foi em parceria com o iPhone. Depois disso, a conversa desviou para o aspecto das redes sociais na vida pessoal dele e não da marca. Confesso que esperava mais, mas minha curiosidade e minha busca por painéis variados não decepcionou.

Entrei por um acaso no painel “Fashion lifestyle brands”, o qual foi comandado por Tyler Haney. Com 18 anos, ela já tem uma marca de roupas – a Outdoor Voices – desenvolvida para quem tem um estilo de vida ligado ao bem-estar. O conceito gira em torno de gastar tempo ao ar livre e fazer com que a atividade casual seja naturalmente integrada na vida cotidiana.

Em 2016, Tyler foi nomeada uma das empreendedoras da lista de 30 Under 30 da Forbes e a Outdoor Voices foi nomeada uma das empresas mais inovadoras da publicação Fast Company (Style).

Nota rápida!

Um painel que entrei por pura curiosidade foi um da NASA (mais um!), no qual foi apresentado ao público pela primeira vez o telescópio WFIRST, que vai ajudar a ter uma visão muito mais ampla do espaço. Vale a pena ficar de olho nesse projeto.

VR ganhando cada vez mais espaço

Fui em vários painéis de VR. Aliás, como tem conteúdo e painel sobre esse tema! No total, já assisti ao menos cinco palestras só sobre isso. É um mercado que com certeza ainda vai crescer muito.

Um desses painéis, que ainda achei um dos melhores até o momento, foi sobre o Internacional Rescue Committee (IRC), que comentei anteriormente e abordou o uso da Realidade Virtual para ações sociais. Mas também teve um excelente com a “Felix & Paul”, uma das maiores produtoras do mercado focadas em VR. A experiência deles com os projetos que já criaram foi muito abordada, além de discussões sobre como melhorar cada vez mais a imersão no VR. Outros assuntos comentados foram sobre novas câmeras no mercado e o uso do soundesinger, como ele ajuda nessa imersão, trazendo a realidade para a peça e o desenho do som para ajudar a entender melhor o ambiente.

Aliás, tiveram vários painéis específicos sobre o áudio para o VR e até entrei em um deles.

E mais um painel que adorei e foi muito construtivo foi o “Brazilian VR: Criativity to Hit a millions of Views”, com o Laganaro e o Kiko Meireles, que deram um show mostrando a produção brasileira de Realidade Virtual e o quanto estamos fortes com isso. Foi possível perceber que existem muitas regras colocadas para o VR atualmente, sobre como fazer, mas que elas também podem ser quebradas. Cada peça de VR precisa ser bem pensada, e não de uma maneira linear. Ou seja, não se vai a um set de VR sem fazer um teste antes. (anotado!)

Também cheguei a testar uma nova tecnologia para o VR, que mistura o filme 360 em 3D. É incrível! A câmera usada para esta captação parece inclusive o novo telescópio da NASA! Sensacional.

E ontem (16/3) ainda assisti a um filme em Realidade Virtual, que também é relacionado a ação social.

Trata-se do ‘Behiend of fances’, sobre uma área do Paquistão em que os muçulmanos ficam confinados.

É aterrorizante se sentir em um lugar como aquele. Pior é saber que algumas pessoas fazem isso com as outras. Triste.

Maratona audiovisual

Também ontem, pela manhã, foquei em assistir uma leva de curta metragens. Foram seis no total. Um seguido do outro, para dar uma olhada no que estão fazendo em relação ao cinema pela mundo. Gostei mais de uns, menos de outros. Foi bem bacana. Devo fazer isso novamente até domingo, mas dessa vez com os documentários.

Ahh, e como ia esquecer. O Brasil fez bonito no Domo que montaram aqui. Imersivo e bem feito.

É muita coisa para contar e não cabe tudo aqui. Tem feira de novas tecnológicas, que conta com a mostra do que há de mais novo no mundo de captação de imagem e do som, e de desenvolvimento para a área de saúde, dos games, entretenimento em geral, entre outros.

Mas agora essa parte do Interactive terminou e o festival já conta com as atrações musicais. Vamos conhecer novas bandas e conferir painéis ligados a música. Mas o que quero mesmo é ir em vários shows e ver o que tem de mais novo rolando por aí!!! Depois volto para contar para vocês como foi.

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