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Música para ouvir, ver e debater

Muito antes do Interactive e do Film, festival firmou-se como celeiro para novas bandas e hoje traz discussões sobre o futuro da indústria musical

Isabella Lessa
23 de fevereiro de 2018 - 15h05

(Crédito: Divulgação)

Foi do desejo de jogar luz para a cena musical de Austin e mostrá-la ao mundo que surgiu o South by Southwest, em 1987. Nas dependências do Austin Chronicle – jornal independente semanal e dedicado aos acontecimentos da cidade texana – um pequeno grupo de funcionários discutia a ameaça ao futuro das bandas e bares locais, já que o estado havia alterado, em 1986, a idade mínima para o consumo álcool para 21 anos e assim, o público, formado em grande parte por calouros universitários, debandou.

Somente no ano de estreia, o SXSW recebeu 700 pessoas. Bem além das 150 esperadas. De lá para cá, o festival seguiu crescendo, em termos de público e atrações, e ajudando a alçar bandas e artistas ao estrelato. Pelos palcos do festival (que são montados em qualquer lugar, bares, estacionamentos e até igrejas), se apresentaram desde nomes consagrados como Johnny Cash, a então ilustres desconhecidos que, depois da passagem texana, despontaram na música mundial, caso de Amy Winehouse, John Mayer, Katy Perry e White Stripes, para citar alguns.

Liniker e os Caramelows (Crédito: Divulgação)

Mesmo com o surgimento de mais dois eventos em 1994, o Interactive e o Film, e, consequentemente, a entrada de novos públicos, o SXSW Music mantém-se no epicentro da cidade como um dos principais festivais de música do mundo. No ano passado, Meio & Mensagem registrou o início da ascensão da cantora Liniker e sua banda, os Caramelows, em território estrangeiro – foi a primeira apresentação deles fora do Brasil. Depois dessa estreia, o grupo rumou para outros destinos do hemisfério norte, como o badalado Primavera Sound, em Barcelona, além de outras cidades europeias e norte-americanas.

Neste ano, Liniker e os Caramelows retornam ao festival. Além deles, reforçam a presença nacional Ava Rocha, Tiê, Roberta Campos, O Terno, Tim Bernardes, Filipe Catto e Cordel do Fogo Encantado, que após um hiato de oito anos, voltou a se reunir e lançam, na sexta-feira, 23, um álbum inédito. Os boatos sobre retorno da banda de Arcoverde, no Pernambuco, já vinham sendo alimentados desde que foram confirmados no line-up do SXSW.

Mas, além de ver shows de toda sorte de gêneros, os participantes podem conferir discussões e painéis com artistas, empresários e gente ligada a esse universo sobre os rumos que a música está tomando nos mais diversos níveis. Konrad Dantas, o Kondzilla, tem painel confirmado, assim como Lyor Cohen, head de música global do YouTube, e Ted Suh, head de licenciamento do Musical.ly.

Nesta edição, o tema está dividido em três tracks: Music Industry, Making & Promoting Music, e Music Culture & Stories. Serão discutidos assuntos como a redefinição das carreiras dos artistas por meio de dados, os melhores usos do Instagram para promover música, a ascensão do hip-hop, o que vem depois dos realities de música e a monetização na era dos serviços de streaming.

Dentre os destaques dos shows internacionais já confirmados estão Wyclef Jean, ex-Fugees, Gaz Coombes, vocalista do Supergrass, a banda australiana Cut Copy, o cantor Frank Turner e o duo de hip-hop coreano XXX.

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