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Finalmente o humano no centro de tudo no SXSW 2018?

Será que alguém, com um olhar menos tech e mais emocional, vai ter coragem e levantar a voz para alertar sobre o impacto que isso tem no relacionamento do dia a dia entre marcas e pessoas?


7 de março de 2018 - 16h17

(Crédito: reprodução/Pexels)

E lá vamos nós para mais um ano de SXSW, mas será que esse ano o foco vai ser mais humano? Explico: já vejo aqui na agenda muitas palestras sobre novas tecnologias, imagino que vão falar muito das novas aplicações que o 5G vai propiciar, como carros interligados, uma vida de dados instantâneos, tudo ligado via IoT e um pujante mobile commerce. Muito deve se especular sobre a colonização de Marte e privatização da corrida espacial. Muitos papos sobre as novas tecnologias de voz embasadas em AI e na melhoria de perfomance neuro-motora dos futuros atletas e executivos.

Mas será que alguém, com um olhar menos tech e mais emocional, vai ter coragem e levantar a voz para alertar sobre o impacto que isso tem no relacionamento do dia a dia entre marcas e pessoas? Duvido, mas vou torcer para achar uma palestra assim. Nem que seja um painel no hotel mais longe, ainda vai valer a pena.

O festival é extremamente tech-driven, palestras e mostras sobre novidades tecnológicas e interativas com potencial de gerar grandes receitas e escala normalmente são as mais concorridas. Uma saborosa e patrocinada opressão high tech que nos domina desde a entrada no enorme Conference Center e nas Brand Houses.

Mas falar sobre o impacto emocional e interpessoal dessas tecnologias nas relações humanas, e como ganhar dinheiro surfando os novos comportamentos gerados por elas, coisa difícil de se ver.
É muito fácil se alienar durante o festival, se deixar levar pelo brilho das inovações, e esquecer que se não existe um comportamento humano genuíno por trás de qualquer new tech, nada vai pra frente. O VR Virtual Reality teve um destaque enorme ano passado e vi muita gente comprando óculos e usando uma vez com o filho em casa. Se a gente gosta de compartilhar, se a gente gosta de se conectar, ficar num mundo a parte olhando sozinho uma tela de celular numa máscara realmente não faz muito sentido.

O SXSW tem esse poder deliciosamente desconcertante. Esse ano vou lembrar que pessoas gostam de pessoas e ficar mais atento as inovações que facilitem o relacionamento e a colaboração. Novidades que estejam fundamentadas no comportamento humano mais simples, imutável há milhares de anos. E correr para as palestras com teor mais social e crítico sobre tudo que vai estar ali a minha volta. Encontro vocês lá!

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