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O “Fla-Flu” Cannes – SXSW

Assim como na Riviera Francesa, ao conversar sobre minha ida à Austin, escutei bastante “antes era mais legal, hoje está meio sem foco”


8 de março de 2018 - 12h12

Cannes 2017 (Crédito: Eduardo Lopes)

Ao comentar sobre a minha ida à Riviera Francesa, no ano passado, o que mais ouvi foi: “Cannes não está com nada!” Você tem que ir para o SXSW! E agora ao conversar sobre minha ida à Austin, escutei bastante: “antes era mais legal, hoje está meio sem foco”. Ou ainda: “falta curadoria”. “E, Cannes, está se reinventando, hein?”

Tirando a máxima “Bar ruim é lindo, bicho”, do grande Antonio Prata, vejo com bons olhos essa polarização Cannes e SXSW. Uma análise crítica permite que consigamos absorver ao máximo esse tipo de encontro e nos deixa mais responsáveis quanto aos investimentos das companhias em que trabalhamos. Assim como amplia as escolhas e abre um debate, que se saudável – ao contrário de muitas discussões políticas –, acrescenta a nós e ao mercado.

Estive em Cannes no ano passado, por exemplo, e foi uma experiência absolutamente rica. Fiquei maravilhado com David Droga levando seu Leão de São Marcos, vi ao vivo Martin Sorrell pela primeira vez, observei a indústria discutindo os modelos, constatei as consultorias com forte presença e admirei Keith Weed (com seu impecável terno verde) fazer uma das melhores palestras do festival. Encantei-me com Mario Testino (antes da polêmica) e com Ian McKellen (o Gandalf do Senhor dos Anéis).

E não foi só isso. Assisti ao poderoso Women not Objects, da JWT, e a consagração da Fearless Girl durante as horas em que fiquei no Palais vendo filmes e pranchas. Outro programa obrigatório são as palestras (fui em umas 50). E teve Arthur Sadoun que questionou o festival publicamente, reforçando a polarização à sua maneira. Além, claro, de trabalhar como um louco entre uma reunião na praia e outras no ar condicionado. Na volta, me vi com mais negócios e muito mais experiência na bagagem.

Pouso na sexta-feira pela manhã muito empolgado na progressista Austin (Texas-Estados Unidos). E já tenho algumas palestras que não quero perder por nada marcadas na agenda para o primeiro dia, algumas, óbvio, encavalando com outras:

-America’s Code: Open Source Government Software

(ou)

– Scaling Design Systems: Pixels to people

– CNN’s Jake Tapper in Conversation with Bernie Sanders

(ou)

– The Future of Machine Learning: Worth the Hype?

– VR’s implication in the Sports Industry

– Live Action Video Sports: A Real World Comeback

– Models of Social Impact Design: From Vision to Action

(ou)

– Social Aviation: A better way to fly

Quero ouvir mais sobre IA (Inteligência Artificial), VR (Virtual Reality), storytelling, impacto social, novos caminhos para a produção em vídeo, cidades inteligentes, comunidades conectadas…e o meu app tem agora pelo menos 120 keynotes “favoritados”. Um amigo ainda deu a dica do: “seleciona três pra conseguir ir em um”. E reuniões de trabalho marcadas, várias, dezenas delas.

Aliás, estarei no South by Southwest também por liderar aqui no Brasil um dos projetos mais legais que já tive o prazer de participar: o Iconic Stores in 6. Junto com Theo Rocha, da F/Nazca, e Guilherme Nasser, da Conspiração Filmes, recriamos a história de João e o Pé de Feijão, que virou Jacky and the Beantcoinstalk, uma viagem psicodélica onde o João vira Jacky e encontra o seu pé de feijão por meio de criptomoedas. Tudo isso contado em um filme de 4 minutos e no formato bumper ads, aquele de 6 segundos do YouTube. Em uma perfeita reunião de criatividade e tecnologia, a essência do Festival.

Até Austin! E nos vemos mais por aqui, neste belíssimo espaço do Meio e Mensagem, ao longo dos próximos dias!

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