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Manchester United: quando dados e torcedores dão match

No negócio esportivo, a utilização de big data para engajamento e ampliação de relacionamento com os fãs é cada vez mais real, mas ainda pouco adotada

Luiz Gustavo Pacete
9 de março de 2018 - 15h00

Comportamento, gostos além do futebol, formas de reagir a determinado tipo de conteúdo, respostas em relação ao desempenho do time. Com as redes sociais e as plataformas de engajamento, os clubes de futebol possuem várias oportunidades de criarem novas formas de conexão com seus torcedores. Esse tema foi discutido nesta sexta-feira, 9, durante o SXSW. Junto com profissionais da BBC e de empresas especializadas em marketing esportivo, Andrew Diggle, head de conteúdo e produtos do ‎Manchester United, falou sobre como o clube trabalha seus dados e os conectam com o conteúdo.

O Manchester United assumiu a liderança como o clube de futebol mais rico da Europa (Crédito: Reprodução)

Ter essa forma de conexão é de extrema relevância já que, mais da metade da população global já se identifica como fã do esporte. Com isso, fica mais efetivo investir em formatos, que podem ir de VR a vídeo linear, que contribuam para ampliar o engajamento.

Andrew afirma que o futebol demorou a entender o potencial dos dados e da base de fãs virtuais para uma estratégia bem-sucedida. “É uma ponte muito importante para reconectar com os torcedores e nos conectar com um novo público. Se olharmos para nossas redes sociais, temos uma base enorme e um potencial de saber trabalhar essa base”, diz Andrew. Segundo ele, o fato de ter milhares de seguidores não é garantia de bom resultado. “A gente entendeu que se você faz algo de qualquer jeito o resultado pode ser terrível. É um aprendizado de, primeiro, como utilizar cada plataforma e como saber usar os dados que estão sendo gerados pelos torcedores para criar um ambiente fértil de engajamento”, observa.

O tema foi discutido no primeiro dia do Interactive, nesta sexta-feira, 9 (Crédito: Luiz Gustavo Pacete)

Mais além do óbvio, Andrew ressaltou o papel que as redes sociais e os dados possuem de potencializar o conteúdo gerado nas plataformas de conteúdo do próprio clube. “Se olharmos para todo o potencial do ecossistema que inclui conteúdo, patrocínio e licenciamento, o engajamento vindo através dos dados acaba norteando todas essas estratégias”, reforça. O Manchester aparece com frequência na lista de maiores seguidores em redes sociais.

Times globais

De acordo com o último ranking da consultoria Deloitte, o Deloitte Football Money League, divulgado em janeiro, o Manchester United assumiu a liderança como o clube de futebol mais rico da Europa entre vinte equipes. Anteriormente, o lugar era ocupado pelo Real Madrid. No ano passado, a receita do clube inglês com direitos de transmissão e licenciamento foi de 620,1 milhões de euros. Em 2012, em uma perspectiva histórica, a receita do clube era de 396 milhões de euros.

A parceria com o Deezer é uma das formas que o clube encontrou para ampliar o engajamento com torcedores (Crédito: Reprodução)

Muito desse crescimento está relacionado a grandes contratos de patrocínio com marcas como Chevrolet e Adidas, mas também faz parte de um projeto de parcerias locais na China, Japão, Coreia do Sul e outros países. O clube também vem se aproximando do público jovem investindo em plataformas de games e eSports e, em dezembro de 2016, fechou uma parceria com a plataforma de música Deezer para impulsionar sua base de fãs com mais de 43 milhões de faixas e 40 mil arquivos de conteúdo de áudio mais amplo, como podcast, por exemplo.

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