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Seria o holograma o próximo passo?

Segundo Mike Pell, criativo da Microsoft Garage, a holografia deixará se ser exclusividade de Tony Stark, Princesa Leia e John Anderton


10 de março de 2018 - 11h10

Em breve, a holografia deixará se ser exclusividade de Tony Stark, Princesa Leia e John Anderton. Isso é o que afirma Mike Pell, criativo da Microsoft Garage, divisão da empresa responsável por testar inovações no mercado e autor do livro Envisioning Holograms. O designer falou sobre sua visão do futuro das interações humanas com mundo digital.

Pell começa abordando os diferentes tipos de realidade que conhecemos hoje (realidade física, aumentada, mista, virtual e artificial) e explicando porque a realidade mista, em sua opinião, é o caminho para o futuro.

Durante muito tempo, o processo de desenvolvimento de uma tecnologia vinha através de uma descoberta que gerava o pensamento de onde ela poderia ser aplicada. Hoje, a velocidade dos acontecimentos e acessibilidade do público faz com que esse processo seja justamente ao contrário: que tipo de tecnologia precisamos desenvolver para suprir as futuras necessidade do consumidor?

A pessoa vem sempre em primeiro lugar, segundo Pell. E é essa uma das causas de porque a realidade virtual como conhecemos hoje tende a mudar completamente.

É natural do ser humano a vontade de compartilhar experiências e o ferramental existente hoje no mercado faz com que a realidade virtual seja uma vivência totalmente individual, quase solitária. Ele afirma que ainda estamos engatinhando tanto em equipamentos quanto na exploração das oportunidades do seu uso. Pell compara os atuais óculos VR aos primeiros aparelhos de celular.

(Crédito: divulgação)

A realidade mista – aplicação de hologramas em ambientes misturando o que é físico ou real, com o imagens digitais sem a necessidade de telas – é sua grande aposta como próximo grande revolução.

Ele enxerga seu potencial para diversos usos de geração de storytelling como relação entre marcas e consumidores, reuniões de trabalho, educação e entretenimento, especialmente quando associado a a outros tipos de tecnologia como inteligência artificial, robótica, IoT, automação.

Por fim, M Pell reconhece que independente do caminho que será trilhado pela indústria, mais do que achar respostas técnicas, a democratização da ferramenta é um dos maiores desafios.

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