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Tem gente falando de gente!

Diversidade, inclusão, preconceito, propósito, humano são algumas das palavras que mais encontramos nas centenas de atividades


10 de março de 2018 - 14h41

(Crédito: reprodução/Pexels)

Chegar em Austin para o SxSW é sempre um momento inspirador. A cidade parece estar sempre sendo renovada, com muitas construções e esta vibe que faz você pensar no seu papel na mudança do mundo.

No primeiro dia de SxSW cumpri minha promessa de ir atrás de palestras que fossem focadas em design e no humano. A boa notícia, não foi difícil. A programação está recheada de temas focados na construção de um mundo melhor.

Diversidade, inclusão, preconceito, propósito, humano são algumas das palavras que mais encontramos nas centenas de atividades. Difícil escolher, como sempre.

Parece que sim, o SxSW está mesmo conectado com o que mais precisamos neste momento: empatia.

Aliás, empatia foi a palavra que marcou a apresentação da Carissa Carter, do Stanford d.school, a escola de design da universidade queridinha do Vale do Silício.

A geóloga que se tornou designer (lembrei da minha amiga Letícia Pallazi), contou como os alunos de Stanford estão olhando o mundo, indo além dos processos de design para entender o intangível. Fantástico perceber que os think tanks do mundo como Stanford estão priorizando entender as habilidades inerentes ao indivíduo. Afinal, sem o olhar o humano, nada do que criarmos fará sentido.

Este texto no Medium da Carissa mostra esta visão: https://medium.com/stanford-d-school/lets-stop-talking-about-the-design-process-7446e52c13e8

Este desafio de trazer uma visão mais diversa tomou conta da nossa tarde. Na mesa do almoço no Food Truck Park conversei com meus colegas do Canadá, Detroit e Minneápolis sobre suas palestras e os desafios que enfrentamos no mundo atual, pautado por assuntos tão velhos como a construção de muros ou a liberação do porte de armas. Interessante ser o único latino da mesa e como existe uma predisposição em ouvir o que temos a dizer.

O papo foi o aquecimento para a palestra com os pesquisadores de UX do Google, Amazon e Universidade de Berkeley sobre como estes gigantes estão pensando produtos levando em consideração a diversidade. O painel Designing with Bias parece ter iniciado um debate importante sobre a forma como a Google Maps ou o desenvolvimento da Alexa precisa levar em consideração as questões de gênero, etnia, sexualidade etc. Como bem colocou Erin Muntzert do Google, você pode usar inúmeros métodos para entender o que uma pessoa em Nova Déli precisa ao acessar o Google Maps, mas a única forma de realmente saber como é isso será indo até lá. Um desafio para empresas e corporações cada vez mais globais e com centros de desenvolvimento centralizados nesta parte do mundo.

Termino o dia com muitas perguntas e poucas respostas, mas feliz em saber que pelo menos no SxSW os homens brancos privilegiados que ainda possuem o poder de decidir o futuro da humanidade sabem que esta lógica precisa mudar.

Espero não estar sendo muito otimista.

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