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A influência do design em 2018 por John Maeda

O design possui um papel cada vez mais relevante na definição dos objetivos de negócios e na construção de produtos e serviços


11 de março de 2018 - 14h00

John Maeda (crédito: reprodução)

Assisti à sessão de John Maeda, um panorama da relação entre tecnologia, design e negócios para este ano.

Que o design vem ganhando relevância nas empresas é inegável e o recente movimento de grandes companhias como a Google Ventures, Facebook e IBM, ampliando o papel destas equipes na concepção de seus produtos, a escalada por aquisições no setor promovida por consultorias, provam que o design não é apenas a interface, testes ou dinâmicas para cocriação. Possui um papel cada vez mais relevante na definição dos objetivos de negócios e na construção de produtos e serviços.

No mundo de incertezas que vivemos hoje, me chamou bastante a atenção a ênfase que Maeda dá ao conceito de Design Computacional, uma nova forma de pensar o desenvolvimento de produtos ou serviços. Com potencial de atingir bilhões de pessoas e entregar seu produto ou serviço em tempo real pela internet, exige uma nova matéria-prima, sejam dados, algoritmos e outros insumos virtuais. Trabalhar com melhoramento contínuo (permanecer aberto para análises, testes e pesquisas), ao invés de procurar a perfeição, são o caminho para as empresa acompanharem a velocidade das mudanças atuais. Será que a famosa lei de Moore chegou ao mundo dos negócios e ao design?

Maeda também destacou o impacto do social promovido pela tecnologia nos negócios, destacando o processo tradicional de amadurecimento das ideias: copiar > adaptar > melhorar. Caminho já percorrido por países como a China, que atualmente possui soluções tecnológicas inovadoras e com potencial de atingir milhões de pessoas e em atual ebulição na América Latina, puxado por startups que estão criando disrupção em indústrias tradicionais, usando o design para inspirar segurança, prevenção de fraudes e prover uma ótima experiência aos usuários.

Sempre bem humorado, John Maeda fez brincadeiras sobre o impacto nos negócios com a adoção de novas tecnologias por uma população em envelhecimento. Os B-olders, como Maeda chamou: “Nós não estamos nos tornando mais jovens, mas sim mais ousados” (em tradução livre do termo “bolder” – mais ousado e older – mais velho). Afinal, hoje em dia é comum recebermos mensagens por whatsapp e comentários (nem sempre construtivos) pelo Facebook de nossos pais (sou parte da geração X se adaptando a um mundo, onde meus pais, pelos menos, já não precisam de mim para aprender como usar as redes sociais).

Será que você e a sua empresa, estão preparados para estes novos desafios?

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