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O dia do design (ou o dia que nós, “pessoas”, somos o destaque)

John Maeda falou como o design partiu para um caminho sem volta que é o da inclusão, respeito à diversidade e até onde vai a compreensão das pessoas


11 de março de 2018 - 13h04

Já disse isso algumas vezes mas hoje senti novamente na pele: este turbilhão de escolhas, pessoas e conhecimentos que a SXSW nos proporciona é, na verdade, uma grande metáfora do que vivemos na vida. E hoje não fiz escolhas tão felizes como ontem. Mesmo assim aprendi, e muito.

O grande ensinamento veio por ninguém menos que John Maeda. Eu pouco o conhecia antes da palestra (perdoem meus amigos designers). Mas fui me informar alguns dias antes e fiquei bem impressionado. Sendo um especialista renomado na prática do design, vinculado ao MIT, a palestra não poderia ser diferente: uma pequena aula do papel e das possibilidades do design hoje para diversos tipos de pessoas e regiões. John passou pelo trabalho de pesquisa que lidera o “Design in tech report”, mas de uma forma muito atraente e divertida que fez com que a audiência ficasse encantada. Foi o melhor do dia, logo pela manhã.

John falou sobre muita coisa ocupando quase a totalidade dos seus 60 minutos de palestra. Falou sobre a necessidade de repensarmos nossas estruturas de design para pessoas acima de 50 anos, que ele denominou Bolders. Mostrou como locais com cultura específica como a China e a Índia desenvolvem suas próprias respostas em design para atender especificamente as pessoas e as limitações ao redor. Mas, principalmente, como o design partiu para um caminho sem volta que é o da inclusão, respeito à diversidade e até onde vai a compreensão das pessoas.

Maeda estrutura o Design em 3 tipos: o clássico, aquele feito há centenas de anos para desenvolver produtos que nos atendam, o design thinking, ou o uso das metodologias de design para resolver problemas, e design computacional, que é representado por todas as formas de relação entre nós e maquinas.

Quando o assunto chegou na Inteligência Artificial, John mostrou claramente as possibilidades já existentes em termos de automação do trabalho do designer (manipulação de imagens, construção de padroes, etc). Mas indica que o AI precisa ser valorizado pelo profissional e não ser levado a um papel de inimigo. Não é preciso ter medo de AI.

É isso. De um lado uma série de opções e formas de escolher. E do outro, nós, as pessoas, tentando atingir seus objetivos. Se não fosse Maeda, sem dúvida eu teria certeza que houve problemas de interface entre eu e SXSW.

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