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O lado millennial de Richard Edelman

CEO e filho do fundador da agência, aos 63 anos, o executivo faz questão de ser o primeiro a testar formatos e estratégias digitais

Luiz Gustavo Pacete
11 de março de 2018 - 7h40

Entrevistas no stories do Instagram, em pílulas de dez segundos, costumam ser desafiadoras. Por ser o novo, o formato ainda gera dúvida em muita gente. Poucos treinamentos de mídia incorporaram a ferramenta. Mas para Richard Edelman, filho do fundador da agência e atual CEO, dar uma entrevista de 10 segundos é absolutamente natural.

Em entrevista ao Meio & Mensagem, Edelman resolveu os três stories de primeira e concluiu seus raciocínios em menos de dez segundos falando para uma plataforma que é diretamente associada a millennials. Mas por que isso é importante? Edelman, em suas entrevistas e apresentações, sempre se colocou como entusiasta de novas tecnologias e reforça que sua agência precisa absorver. Nada de diferente de dezenas de líderes de empresas de comunicação, com o detalhe que ele é o primeiro a dar o exemplo.

A desenvoltura de Edelman como se fosse um nativo digital é de família. Em 1952, quando seu pai fundou a agência, ele testava formatos e criava dinâmicas inéditas para a época. Edelman filho foi um dos primeiros profissionais de RP a identificar a importância das mídias sociais e criar uma prática especializada fazendo o cruzamento de internet, novas mídias e TV a cabo.

Foi ele um dos primeiros CEOs dos Estados Unidos a ter um blog em 2004 fazendo com que sua plataforma fosse escolhida pela PR Week, em 2007, como uma das mais influentes na área de PR. “Hoje, todos se comunicam diretamente, não faz sentido continuar construindo barreiras artificiais. A questão é se adaptar a essa nova dinâmica e continuar a trabalhar os mesmos princípios, que aliás, não mudaram: reputação, branding e relevância”, disse Edelman ao Meio & Mensagem.

Ele também reforçou a importância de a área de PR agrupar cada vez mais habilidades criativas e mencionou diretamente que a contratação de Martin Montoya, ex-presidente da WMcCann para dirigir o escritório no Brasil tem a ver com isso. “A chegada de Montoya ilustra como as disciplinas estão cada vez mais misturadas e complexas e a importância de agências de PR pensarem de forma estratégica e criativa”, diz Edelman.

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