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Feira do evento deixa a adolescência da pesquisa e entra na maturidade de mercado

Nos anos anteriores aqui no SXSW, a feira do evento, com centenas de stands e empresas expositoras, parecia mais uma feira de ciências de nerds doidões por softwares


12 de março de 2018 - 12h40

O título está um pouco exagerado, porque o que vemos na feira do SXSW ainda são jovens de startups do mundo todo, misturados com fornecedores de empresas de pequeno e médio portes. Aspirantes ao sucesso.

Mas quando você vê stand atrás de stand mostrando novidades de hardware e não de software, percebe que alguma coisa mudou em relação às edições anteriores do evento.

Software é coisa de programador diante de um computador, escrevendo códigos. Nada contra, obviamente. Os softwares movem nossa vida. E atrás de todo hardware tem um software.

Mas o custo de desenvolvimento de softwares é, usualmente, bem mais baixo do que o necessário para o desenvolvendo de um hardware, ou seja, de uma coisa. Seja que coisa for.

Pois na feira deste ano do SXSW uma parte grande, sei lá, 50% talvez, apresenta aqui máquinas, equipamentos, devices, produtos físicos. Um percentual disso, sei lá, pelo que pude ver, uns 20% a 30%, já em perfeito estado mercadológico. Ou seja, prontos para enfrentar a vida dura da realidade comercial.

Os jovens japoneses me pareceram os mais prontos para esse estágio.

Fui “atropelado” por um robô aspirador de pó japa e me encantei com uma pulseira controle remoto, que administra a distância todo um set de equipamentos de shows de música ao vivo.

Clique aqui para ver o japinha em ação… meio tosco o video, mas é legal o que ele criou.

Com um gesto, o usuário da pulseira ( talvez um fodão da produção do show) controla luzes (ritmo, efeitos), o som (o set gravado, volume), telas, etc. Mimetiza um maestro, só que do lado de trás da operação técnica do concerto. Simples e genial.

Num outro stand, também japonês, dois garotos mostram uma impressora 3D que imprime estruturas em concreto. Ou seja, no limite, imprimem um prédio. Impressionante. E ali, funcionando, na nossa frente.

Em outro stand, esse de norte americanos, vemos um drone de exploração remota de planetas, aqueles que a NASA hoje usa para suas missões em terrenos e situações em que não pode, ainda, usar o homem.

Eu tinha acabado de sair de uma palestra sobre a indústria espacial, em que se falou da contribuição das startups para a evolução das pesquisas e, exatamente, do desenvolvimento de hardwares inovadores, fundamentais como suporte para as conquistas no espaço.

O Elon Musk cuida dos foguetes, mas quem vai desenvolver os satélites cada vez menores e mais leves e mais inteligentes que seus foguetes levam e levarão ao espaço serão exatamente essas empresas que estão expondo e se expondo aqui no SXSW.

O ecossistema se retroalimenta. Sem a grana do Musk e da NASA não vamos a Marte. Sem essas startups criativas e inovadoras aqui do SXSW, que parecem ter acordado para o jogo de mercado, também não.

Agora, se devemos e por que devemos ir a Marte, e por que tudo isso tem a ver com você e o seu negócio bem aqui, fincado com as raízes na Terra, eu explico em outro post.

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