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Storytelling e relacionamento podem salvar o Uber?

Escândalos com maus tratos no trabalho, assédio e fraudes fizeram os usuários buscarem concorrentes como a Lyft


12 de março de 2018 - 12h53

(Crédito: reprodução)

O Uber vem sofrendo nos últimos anos com uma debandada de clientes nos Estados Unidos. Escândalos com maus tratos no trabalho, assédio e fraudes fizeram os usuários buscarem concorrentes como a Lyft.

Uma mulher negra de cabelo afro avantajado e roupa de lantejoulas prateadas, maravilhosa e exuberante, super inteligente, bem relacionada no mundo da música e da cultura pop por ter trabalhado na PepsiCo e Beats Apple e totalmente orientada para relações interpessoais é aposta da empresa para reverter a situação.

Para ela planos não valem nada, ela prefere errar rápido e concertar rápido. “Eu não faço planos, eu não acredito neles. Um plano muda completamente de acordo com as pessoas que conhecemos durante sua execução”

Loucura? Alucinação? Não senhor. Para mim a coisa mais pertinente que ouvi no terceiro dia do SXSW 2018.

Já é clichê dizer que hoje as coisas mudam muito rápido devido à velocidade das conexões digitais. Mas poucos ainda se deram contam que planejar virou commodity. Planejamento não serve mais pra nada. Um plano muda a medida que novas pessoas e suas imprevisíveis decisões aparecem durante toda sua execução.

Sob esse cenário, empresas e agências precisam garantir que seus planejadores e executores sejam também experts em relacionamento. Como a própria Bosoma, que dirige um Uber Pool por San Francisco para conhecer passageiros e motoristas, e suas histórias.

Gente capaz de planejar e executar, mas ao mesmo tempo influenciar. Colaboradores que sabem se relacionar, entender que para crescer é preciso colaborar e cocriar. E não viajar em ego trips tão comuns nos tempos do poder concentrado em grandes corporações.

Bosoma sabe que tem nas mãos uma negócio onde empatia e storytelling são os ingredientes principais. Histórias baseadas no relacionamento entre usuários e motoristas. E vai usar isto como o ingrediente principal do novo momento da marca, onde cada corrida é uma história a ser contada, como mostrou no novo filme da marca Once Upon a Ride.

E ela parece ter as qualidades para dirigir este carro de Uber desgovernado onde está sentada. Ela tem o volante na mão com a força de guerreira e a sensibilidade feminina agregadora capaz de mudar esta trajetória. O tempo nos dirá.

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