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Amazon não é unanimidade em sua terra natal

Austin aparece na lista das vinte candidatas a receber a segunda sede da empresa, no entanto, as prefeituras não estão dispostas a recebê-lá a qualquer custo

Luiz Gustavo Pacete
13 de março de 2018 - 8h00

Em janeiro, a Amazon anunciou a lista com as vinte candidatas a receber sua nova sede além da que já existe, em Seattle. A busca por uma segunda cidade começou em setembro do ano passado quando a empresa disse que procurava municípios com o mínimo de um milhão de habitantes e menos de 45 minutos de distância de um aeroporto internacional, além de um forte sistema universitário. Tudo que Austin possui.

Obama discursa na inauguração de um centro de distribuição da Amazon (Crédito: White House)

Ao Meio & Mensagem, Harvey Hudes, CEO da Caliber Corporate Advisers, afirma que uma possível instalação da empresa em Austin será importante desde que seja feita de uma forma que seja boa para os cidadãos e a empresa.

“Atendemos clientes financeiros e de tecnologia em Austin, e a presença de uma empresa como a Amazon aqui, sem dúvida, é muito importante. No entanto, isso deve ser feito de forma cuidadosa. Nós sabemos as implicações para uma cidade da presença de grandes corporações. Mas, apesar do alerta, em resumo, a Amazon pode solidificar a vocação de Austin como um lugar desejável para se viver e trabalhar”, afirma Harvey.

Apesar do entusiasmo pessoal de Harvey, no entanto, um estudo do Economic Policy Institute analisando o impacto que os centros de distribuição da Amazon causam nas cidades, mostra que eles não aquecem a economia local. “Em média, são criados entre 500 e 1.500 empregos. Mas o impacto fica nisso. A médio prazo, o PIB varia pouco. E os incentivos fiscais não compensam”, diz o estudo.

A sede do Whole Foods, recém-comprado pela Amazon, é em Austin

O prefeito de Austin, Steve Adler, assim que teve a notícia da cidade na lista, anunciou conversas diretas com a cúpula da empresa. “A Amazon está prometendo, ao menos, cerca de 50 mil empregos. Nosso índice de desemprego é baixo. Se a Amazon criar mais problemas do que soluções, é natural que não queremos eles por aqui”, afirmou o prefeito em entrevista a uma rádio local de Austin.

 

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