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Olá, Ciborgue!

Somos todos ciborgues rudimentares, onde a integração humano-máquina depende muito da bateria do seu celular não acabar


13 de março de 2018 - 15h47

Se você está lendo isso da tela de um celular, parabéns: você é um ciborgue.

Aliás você tem o privilégio de fazer parte da primeira geração de ciborgues da terra.

Somos todos ciborgues rudimentares, onde a integração humano-máquina depende muito da bateria do seu celular não acabar. Mas mesmo assim somos “melhorados digitalmente” (ou se preferir ser mais cool, podemos usar o termo em inglês “digitally enhanced”).

Ainda não temos implantes, braços biônicos, olhos que soltam lasers, mas o celular e a conexão a internet transformou nossas vidas.

E o que mais tenho visto nas palestras no SXSW é justamente essa integração humano-máquina, onde a Inteligência Artificial complementa o trabalho humano, geralmente no lado mais braçal e repetitivo.

Muita gente falando sobre colaboração entre a força bruta da A.I. e a curadoria dos humanos controlando esses projetos, nas mais variadas aplicações.

Aliás descobri na palestra do Yann Caloghiris – diretor criativo da Imagination, que atende clientes como Ford, Sony e Pepsi, entre outros – que o Gary Kasparov não perdeu aquelas partidas de xadrez pra uma máquina genial em 1997, mas que o IBM Deep Blue fazia sugestões de jogadas, que eram analisadas por dois engenheiros da IBM, e que então faziam a escolha de qual aplicar, baseados nas suas próprias experiências de xadrez.

Ou seja: a maior batalha humano versus máquina do século 20 foi um grande caô.

Outro dado importante que levei dessa mesma palestra: estima-se que existam apenas 10 mil pessoas no mundo com capacidade e conhecimento para desenvolver aplicações de inteligência artificial. Um número muito, mas muito limitado numa população mundial de 7 bilhões.

Isso faz com que esses poucos profissionais gravitem pros mercados que pagam mais: bancos, empresas de alta-tecnologia, e armamento. E sobra uns poucos gatos pingados engajados com criatividade e artes.

Dessa forma, os avanços de Inteligência Artificial em áreas mais criativas estão sendo desenvolvidos em escalas e passos mais modestos, meio que obrigando essa integração humano-máquina.

“É o que temos” seria a definição pra essa limitação de mão de obra, mas também possibilita aplicações mais experimentais e focadas, abrindo um leque de possibilidades mais flexível que o das grandes corporações.

Logo logo teremos uma nova habilidade a ser mensurada no seu perfil profissional: sua proficiência em lidar com inteligência artificial.

O mais interessante disso tudo é que estamos saindo da fase da mitologia, das suposições, dos profetismos e entrando numa fase de reais aplicações.

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