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Realidade imaginada x comunidade x cultura

Com o passar dos dias tudo começa a se conectar de uma forma inexplicável, mesmo quando os assuntos são completamente distantes


13 de março de 2018 - 16h27

A segunda-feira foi o dia mais intenso de palestra para mim até agora. Após uma agenda bem montada no dia anterior, conseguimos ir direto aos pontos que queríamos assistir. Isso contribuiu para ser o dia em que menos andamos de um lado para o outro. Para vocês terem uma ideia, ontem foram 6.9 km rodados enquanto a média estava em 11 km.

Com o passar dos dias tudo começa a se conectar de uma forma inexplicável, mesmo quando os assuntos são completamente distantes.

A Realidade Imaginada tem sido abordada em vários painéis trazendo o senso de comunidade para o front da discussão. A internet ficou gigante o suficiente para fazermos tudo e agora é tempo de encontrar cada vez mais pessoas com os mesmos propósitos para nos juntarmos para resolver problemas.

Mas deixando a tecnologia de lado por enquanto, o ponto alto do dia foi a discussão sobre cultura.

Miguel McKelvey, fundador da WeWork era um dos palestrantes mais esperados do dia e fez jus ao burburinho em torno da startup que hoje tem valor de US$ 20 bilhões, superando a gigante do setor imobiliário Boston Properties ou o mesmo que a centenária Hilton, dona de mais de 540 hotéis e resorts.

Mas quer saber, o valor não está nos prédios e operações ao redor do mundo. Como ele disse “o que vendemos é cultura. No final das contas, os profissionais querem sentir determinada energia. Isso precisa ser cuidado pelo nosso time diariamente”, diz. “Nunca vamos ser hoje o que seremos amanhã. Estamos crescendo muito rápido. Por isso, tivemos de aprender a abordar a maneira como construímos a nossa cultura de forma bastante objetiva. Queremos que os profissionais sejam nossos clientes por comemorar a nossa cultura”.

No começo da operação, como em toda startup ele fazia de tudo, mas com o passar do tempo foram crescendo, recebendo investimento e dinheiro para contratar pessoas melhores para as funções. Ficou com ele o desafio de cuidar da cultura.

E por mais que seja uma das mais valiosas startups do mundo, o negócio deles a grosso modo é cimento. É conectar pessoas de verdade. Olho no olho, conversar, sentimento, atmosfera. E aí que está o desafio. Será que a tecnologia um dia substituirá isso?

Eis que para fechar o dia, Peter Diamandis, fundador da Singularity vem com um banho de visão sobre tecnologia exponencial abordando as consequências inesperadas e modelos de negócios gerados por Robótica, VR, AR, AI, 3D Printing e por aí vai…

Ao apresentar o novo X PRIZE em parceria com ANA (cia aérea japonesa), Diamondis aborda os AVATARES como algo que realmente irá mudar TUDO. TUDO.

“O ANA Avatar XPRIZE pode permitir a criação de uma alternativa audaciosa que possa ignorar essas limitações, permitindo-nos distribuir de forma mais rápida e eficiente habilidades e conhecimentos práticos para locais geográficos distantes onde são necessários, superando a distância entre distância, tempo e culturas.”

Imaginem vocês em suas casas, com um Avatar, e sua mãe em outro lugar do mundo podendo ver, sentir e conviver com o neto de forma real?

Assustador? Pois é…

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