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SXSW, o festival da inovação, de amaciantes a robôs!

Ponto de encontro de mentes criativas, o SxSW é um palco cada vez mais atraente de inovadores - e é fácil entender o porquê.


21 de março de 2016 - 17h45

Por Renata Lea, Solange Eiko e Rodrigo Arnaut
O SxSW, como muitos já sabem, é um dos maiores eventos da indústria criativa de que se tem notícia. Começou como um festival de música, mas rompeu fronteiras e mais fronteiras, do cinema a tecnologia, passando a ser o espaço-tempo onde se reúnem pessoas muito diferentes, sendo a capacidade de inovar, o grande ponto de instersecção entre elas, vamos falar aqui de um micro robô desenvolvido para coletar informações climáticas e um amaciante de roupas que usa a nanotecnologia para reduzir a necessidade no número de lavagens, ambos lançados no SxSW 2016. E como surgem tantas idéias?
Segundo Geoff Nicholson, conhecido como o “pai do Post It”, “inovação é a capacidade de transformar conhecimento em dinheiro”, e o SxSW tem se mostrado um grande trampolim para isso. Por um lado, o evento já foi palco para o lançamento de produtos e serviços que interferiram em costumes, como Twitter, Periscope e Foursquare; por outro lado, sempre conta com a presença de pessoas dispostas a compartilhar ideias inspiradoras com mentes ávidas por fazer a diferença. Essa equação é um dos segredos que faz do SxSW um terreno fértil, em que as sementes de invenções, encontram condições ideais para dar frutos inovadores.
Criatividade, invenção, inovação
O modelo de inovação da 3M, aceito pela maioria quase absoluta de executivos a professores, considera três passos para chegar a um produto inovador. O primeiro, criatividade, pede uma ideia genial; o segundo trata da invenção, de tirar a ideia do papel e concretizá-la, gerando um protótipo funcional; por fim, a inovação depende da aceitação do mercado, ou seja, esse ponto só é atingido quando as pessoas decidem adotar a ideia inventada, assim, por mais original que seja, um produto ou serviço só será uma inovação se o mercado absorvê-lo.
Ter chances de chegar ao terceiro passo depende não apenas da criatividade, mas do conhecimento do público, suas expectativas e comportamentos. Não se trata de (re)inventar a roda, muitas vezes a inovação é um meio simples de resolver um problema comum e ter um propósito que vá além do mercado pode ajudar bastante. Um ponto comum a inovadores, é a paixão, combustível que mantém o ânimo diante do “não” dos stake holders e investidores, alimentando a perseverança para trabalhar em acertos até que o produto esteja completo.

 

Paixão e monetização em equilíbrio
Entre os inovadores que se destacam no SxSW, o equilíbrio entre paixão e monetização é uma característica – geralmente, eles estão comprometidos com algo coerente com suas criações. Um exemplo disso é o brasileiro Renan Serrano, adepto da simplicidade e de um certo desapego, conceitos traduzidos na Trendt, sua marca de roupas, que lança peças esporadicamente, sempre pregando pela qualidade e neutralidade. A ideia é que seus clientes não precisem comprar novas roupas com frequência.

Renan foi ao SxSW com a esposa e filho e, apesar da presença de uma criança pequena, o trio deve ter uma das menores bagagens entre os participantes do Festival. Isso porque ele já está usando o produto que lançou no festival, o Biosoftness, um amaciante de roupas que usa a nanotecnologia para reduzir a necessidade no número de lavagens. Ao contato com o corpo, os tecidos submetidos ao Biosoftness acionam funções anti-odor, antifúngica, antibacteriana – além proteção biológica repelente de insetos – assim, as peças podem ser usadas cerca de cinco vezes mais antes da próxima lavagem. Grandes marcas, fabricantes de produtos de limpeza e empresários, visitaram o stand do Renan no pavilhão brasileiro da APEX, e o retorno foi positivo para ele levar o produto adiante e ganhar escala.

Um outro destaque foi a coreana Ji Won Jun, que venceu a categoria Student Innovation do prêmio de SXSW Innovation Awards com um produto desenvolvido a partir de sua tese de mestrado, que tinha como tema a inteligência das plantas em termos de design. Depois de identificar três características do mundo vegetal – mobilidade inanimada, mutualidade simbiótica e sustentabilidade, Ji criou o Plant-like Robot, um micro robô desenvolvido para coletar informações climáticas. Além de munido de GPS e sensores de umidade e luminosidade, ele é muito pequeno e magnético, pode prender-se à lataria de um carro ou ser preso a roupas. Essas características permitem que o Plant-like Robot trace um mapa climático minucioso, com detalhes de micro-climas que os cientistas ainda não conseguiram mapear.

Exemplos como esses estavam a cada esquina do SxSW. A área do festival dedicada a negócios estava entre as mais movimentadas, enchendo de esperança empreendedores decididos a encontrar investidores e atentos à ressonância que suas criações geravam nas pessoas. Sem dúvidas, o SxSW é o lugar ideal para testar e apresentar ideias disruptivas, pois reúne um público seleto com formadores de opinião e criativos, que não tem medo do novo.

Rodrigo Arnaut é presidente da EraTransmidia, Solange Eiko é vice-presidente e Renata Lea, roteirista e pesquisadora na mesma empresa

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