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Michelle Obama, você vai se candidatar à presidência dos Estados Unidos?

A resposta dela para a pergunta que todos querem saber ao ver Hillary Clinton candidata foi certeira. “Gente, não vou concorrer à presidência. Temos duas filhas"


23 de março de 2016 - 10h38

Antes de o casal Obama embarcar para Cuba, eles fizeram questão de prestigiar o SxSW. Ela, primeira dama, para um painel na conferência de música, que aconteceu na última quarta. Ele, na abertura. Em Austin, deixaram a impressão de que o momento é oportuno para ambas as visitas, já que o final do segundo mandato é iminente, agora é a hora de fazer o que sempre tiveram vontade.

Michelle esteve no SxSW para hastear sua bandeira pela mulheres, com Missy Eliot, Queen Latifah, Diane Warren e Kate Bush como escudeiras. O papel da primeira dama nos Estados Unidos parece ser muito diferente do que (não) vemos no Brasil, considerando apenas a postura da senhora Obama e de suas interlocutoras.

Emoldurada no mais lindo pretinho básico, ela caprichou no conteúdo político e nas referências pop ao fazer um quase-lobby, em favor da educação de 62 milhões de meninas que estão fora da escola no mundo (como não amar/apoiar?). Até música foi lançada para a causa, “This is for my Girls”.

Contou que não faltam canções do Steve Wonder na trilha sonora de sua vida. Mandou o seguinte conselho para os homens da plateia que se mostraram interessados na causa da igualdade de gênero: mesmo que você não seja o tomador de decisão na sua empresa, faça o exercício de em cada reunião importante em que estiver observar se há a mesma quantidade de homens e mulheres na sala, fale a respeito. Fica a dica, mesmo.

Imagine o nível da conversa no grupo delas no Whatsapp. Me adiciona, Mi!

A resposta dela para a pergunta que todos querem saber ao ver Hillary Clinton candidata foi certeira. “Gente, não vou concorrer à presidência. Temos duas filhas. É muito pesado para elas fazer o papel de filhas do presidente dos Estados Unidos. Vou cuidar da família e continuar fazendo o que amo, trabalhar com jovens, independente da posição que ocupo.“

É inspirador ver essa figura forte e delicada, sobretudo carismática, defender a igualdade de gênero e o direito de tomar a decisão de fazer o que tem vontade em respeito a si própria e à família.

You go, girl!

Elisangela Roxo, produtora executiva de projetos da Academia de Filmes

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