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Pular esse anúncio em 5, 4, 3, 2, 1

A atenção fica tão focada no skip ad que tem gente que não consegue nem entender o que está rolando na propaganda


15 de março de 2017 - 10h34

Quem não tem aquela sensação de alívio quando chega a hora de clicar no botão de pular o anúncio? A atenção fica tão focada no skip ad que tem gente que não consegue nem entender o que está rolando na propaganda.

Hoje um dos painéis que eu participei aqui no SXSW (“Our skip button love affair”) falou justamente dessa agonia e das alternativas para as marcas não provocarem uma sensação negativa no público. E se Freud fosse vivo hoje, certamente esse seria um motivo para ele entender como alta sensação de prazer, apertar o botão de skip!

E essa preocupação não é exagero. Uma análise feita pela Crimson Hexagon demonstrou uma rejeição de 82% ao famigerado botão. É uma relação de amor e ódio, já que o botão foi criado para dar a opção de pular a propaganda ao invés de ter que assistir tudo.

De novo, a história aqui é pensar em formas de entregar a mensagem de um jeito mais enxuto e muito, muito mais rápido. É a confirmação daquela máxima: não adianta adaptar o comercial de 30 segundos da TV e usar ele no digital e nas redes sociais.

O celular é o mundo “sagrado” de cada um de nós. E ali, a comunicação tem que ser menos intrusiva e mais rápida. No digital, em geral, a nossa paciência é mais curta. Por isso é tão importante pensar numa estratégia específica, num anúncio diferente pra não dar essa sensação de intromissão.

Algumas campanhas conseguiram usar de forma criativa essa obsessão com o skip ad. Este vídeo (abaixo) foi feito pra mostrar o efeito da maconha nos motoristas e brincou com a história do botão.

E se há a preocupação com o “skip ad” ela deveria ser ainda maior para aqueles que nem ao menos oferecem essa opção. Se até 2014 vídeos sem o botão eram maioria, hoje já foram ultrapassados, tendência que deve cair ainda mais nos próximos anos.

Até mesmo o IAB (Interactive Advertising Bureau) baixou uma série de recomendações condenando a publicidade com mais de 15 segundos, que não têm a opção de pular o anúncio ou que é invasiva em vídeos que se iniciam sem interação ou os banners pop ups.

Mas a resposta que todo mundo quer é: como fazer a sua mensagem ser vista até o final, se todo mundo só pensa em pular? Será que a indústria está pronta para entender que não adianta? A oportunidade que temos aqui gira muito em cima das marcas dentro dos conteúdos, e dai volta a história de quem quer ver o conteúdo de uma marca que na verdade é um produto?

Ou a marca realmente escreve uma história dentro de um mundo de conteúdo, ao meu ver o que Red Bull faz muito bem, ou também não adianta. Ser oportuno e fazer um conteúdo somente para lançar um produto ou fazer propaganda também não adianta. O consumidor precisa se identificar com a mensagem, que é muito do que entregam os artistas hoje com video clipes, que eu posso falar porque é mais o meu mundo.

Mas mesmo aqui comigo muitas vezes quando colocamos as marcas dentro dos videos clipes ao final vemos que ela quer um comercial de 30 segundos no clipe! O que também não adianta…

O que eu mais amo é que está tudo em transição, e que cada dia é um novo aprendizado, uma nova interação, muitas formas diferentes de pensar com um objetivo de reinventar a propaganda! Tem coisa mais legal do que isso?

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