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If we want creative answers, we need creative questions

Esse foi apenas um dos diversos insights que os Creative Thinkers da CIA, Nyssa Straatveit e Jacob Eastham, trouxeram no talk deles no primeiro dia do SXSW


9 de março de 2019 - 10h22

(Crédito: Pixabay/Pexels)

“If we want creative answers, we need creative questions.”

Esse foi apenas um dos diversos insights que os Creative Thinkers da CIA, Nyssa Straatveit e Jacob Eastham, trouxeram no talk deles no primeiro dia do SXSW.

A frase, além de ser um bom resumo da apresentação (o título da palestra era bem mais criativo do que isso, obviamente – “Wombats and Wood Ducks: CIA’s Secret to Creative Problem Solving”), é também, fazendo um paralelo (mais um dos convites da palestra), um excelente ponto de vista para explorar o festival.

A base da abordagem deles, quando estão estimulando a Diretoria de Análises da CIA a pensar criativamente, está assentada sobre a teoria que diz que, durante o processo criativo (ou, para evitar palavras intimidadoras como criatividade, o simples processo de busca por soluções), ocorrem dois modelos de pensamento que são diferentes e complementares: o pensamento divergente e o pensamento convergente.

Essa teoria, que já serviu para orientar processos de inovação e design (ver: Double Diamond Design Process) em diversos setores, estimulou a CIA a rever o seu modo de pensar e analisar informações, especialmente após os atentados de 11 de setembro.

Ao identificar que a natureza da organização – de estar o tempo todo muito pressionada a encontrar respostas para problemas que muitas vezes representam um risco sério para a vida das pessoas – fazia com que a CIA passasse uma parte desproporcional do tempo na parte convergente do processo. Eles precisam de respostas e precisam delas rápido.

E o pensamento convergente tem um valor importantíssimo, ainda mais numa era de informação abundante. Ele tem a ver com curadoria e priorização. Ele tem a ver com fazer escolhas. Tem a ver com ação.

Mas o excesso de convergência no pensamento produz exatamente isso: convergência. Perdem-se possibilidades inovadoras de solução. Escapam problemas que jamais seriam identificados. Perde-se aquilo que está fora da nossa zona de conforto, dos nossos vieses, do jeito que pré-definimos o problema e de outros ângulos para enxergar a mesma questão.

Eles trouxeram ensinamentos práticos para evitar cada uma dessas armadilhas (e prometeram postar a palestra completa no cia.gov), mas, no fundo, o desafio maior era em fazer com que os times, que como no mundo corporativo estão constantemente pressionados a entregar respostas, entendessem o valor e ficassem confortáveis passando muito mais tempo com o pensamento divergente.

E esse é um convite que cai como uma luva para encarar um dos festivais mais plurais e divergentes do mundo.

Resistir bravamente a tendência ao pensamento convergente, conclusivo e utilitário.

Desligar a nossa máquina de identificar padrões.

Deixar a busca por respostas para depois.

E, por enquanto, apenas tentar sair com mais perguntas, e perguntas mais interessantes, do que entramos.

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