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Melhor PR – uma sala cheia no SXSW

A dupla de Creative Thinkers da CIA, Nyssa Straatveit e Jacob Eastham, entregaram um storytelling impecável sobre como a agência de inteligência americana treina seus integrantes a olhar os problemas que precisam enfrentar de forma divergente e criativa


9 de março de 2019 - 15h48

A sala lotou cedo demais. Os organizadores se movimentaram incrivelmente rápido (como sempre) e mudaram a sessão para um espaço maior. Que também lotou.

E durante quase uma hora inteira, a dupla de Creative Thinkers da CIA, Nyssa Straatveit e Jacob Eastham, entregaram um storytelling impecável sobre como a agência de inteligência americana treina seus integrantes a olhar os problemas que precisam enfrentar de forma divergente (que busca achar o maior número possível de soluções para um problema) e criativa. Em 3 anos de festival, talvez esta tenha sido a apresentação mais bem ensaiada que eu vi. Os caras não são amadores. Mas o que você esperaria de alguém da CIA, não é mesmo?

O conceito é simples: compartilhar ferramentas para ajudar quatro hábitos que interferem na hora de resolver problemas. Dando inclusive exemplos bem vívidos do tipo de desafio que os agentes precisam encarar hoje em dia e mostrando que a CIA se preocupa também com questões como veículos autônomos, mudanças climáticas, capacidade de suprimento de comida em escala global, para mencionar alguns.

Vou contar um pouco mais detalhadamente abaixo da questão da criatividade em si, mas não sem antes dizer que na retinha final da sessão a dupla de apresentadores ainda:

1. Falou que queriam que as pessoas compartilhassem como resolveriam o problema colocado no começo da palestra usando uma # e o @cia no Twitter (em troca de conteúdo).

2. Reforçou que a CIA vai ter um espaço em que recrutadores e equipe poderiam conversar mais sobre a abordagem criativa deles.

Recrutadores?? SIM!

Porque afinal, se você quer ter pessoas criativas, onde seria melhor do que o SXSW para conhecê-las?

Lembrei de quando estava na faculdade e o professor de história, que é também cinéfilo, falava como o filme Top Gun tinha sido financiado pelo Pentágono em uma ação para ajudar a recrutar para a marinha americana. (é sério, leia mais aqui: http://mentalfloss.com/article/63980/10-speedy-facts-about-top-gun).

E aí a gente passa horas pensando em estratégias de conteúdo… criativas… para os nossos clientes. Talvez não precise ser um filme com Tom Cruise. A real é que uma palestra para o público certo é sempre um golaço de PR. E a CIA provou isso ontem.

Mas falando sobre a criatividade em si, eles criaram um modelo para reprogramar os hábitos que temos na hora de pensar nas soluções de um problema. Cada um representado por um animal (criativo né gente?)

1. Wombat para combater os framing bias (os nossos pré-conceitos)
E se em vez de perguntar “Como fazer algo”, a questão for “Quais são todas as formas de fazer algo”? Isso ajuda a mente a entender que não existe apenas uma resposta, mas muitas. E que elas podem incluir diferentes recursos, pessoas etc.

2. Lobos para explorar além da zona de conforto
A ideia aqui é buscar conhecimento complementar, e, às vezes, totalmente diferente do seu como uma forma de pensar soluções. Isso inclui conversas com pessoas de outras áreas de atuação, estudar um quadro de que você gosta ou um hobbie que tenha para buscar coisas em comum com a questão a ser resolvida.

3. Patos-carolinos (wood ducks) para escapar da nossa tendência ao pensamento lógico
O recado aqui é que a inspiração pode estar em qualquer lugar. Um agente viu um homem fotografando estes patos e foi entender o porquê. E descobriu que eram animais difíceis de serem vistos naquela região em particular, não apenas porque têm hábitos diferentes – eles ficam em árvores (hang out with squirrels) – mas também porque têm um padrão de migração completamente distinto. Isso fez ele se perguntar se não estava adotando o padrão ‘lógico’, simplesmente assumindo que um determinado suspeito agiria da forma ‘esperada’. Ao mudar sua perspectiva do óbvio para o ilógico, ele conseguiu grandes avanços.

4. Lontras para driblar o status quo e quebrar padrões
Por fim, aqui a ideia é ir além do que já sabemos (o status quo) por meio de brainstormings para esgotarmos os bloqueios. Assim, antes de pensar em soluções, a ideia é primeiro falar sobre “o que geralmente fazemos é”, “todo mundo sabe que” para aí começar a buscar soluções criativa.

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