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A razão dominando a emoção e vice-versa

Palestra da pesquisadora e escritora Pamela Pavliscak girou em torno de como as máquinas podem reconhecer e entender melhor os nossos sentimentos para melhorar ainda mais a relação que temos com elas e os serviços que elas nos entregam


10 de março de 2019 - 22h16

Pamela Pavliscak: meio tecnologia, meio psicologia, meio Black Mirror mesmo

Curiosidade, ansiedade, insegurança, euforia, preocupação, admiração e uma incrível necessidade de entender mais e mais. Uma mistura de todas essas sensações é o que senti depois de cada apresentação acerca de Inteligência Artificial que assisti aqui em Austin (e não foram poucas). Foi, sem sombra de dúvida, um dos temas mais falados por aqui. Desde como ela já está impactando o nosso dia-a-dia até quais serão as próximas aplicações e evoluções.

Mas escolhi destacar aquela apresentação que me trouxe todas essas sensações ao mesmo tempo. A palestra da pesquisadora e escritora Pamela Pavliscak que falou sobre Design de Inteligência Emocional Artificial. Isso mesmo. Uma coisa assim, meio tecnologia, meio psicologia, meio Black Mirror mesmo. Mas, muito mais que fazer as máquinas sentirem e terem emoções, a conversa girou em torno de como as máquinas podem reconhecer e entender melhor os nossos sentimentos para melhorar ainda mais a relação que temos com elas e os serviços que elas nos entregam.

Aquilo que a Inteligência Artificial será capaz de fazer será não só resultado da identificação de padrões e aprendizados baseados nos nossos comportamentos, mas também em como elas interpretam nossos sentimentos e nosso humor e agem de acordo com eles. Carros que podem perceber se o motorista está irritado, pelo seu tom de voz e sugerir uma música relaxante por exemplo, ou que identificam cansaço e sugerem uma parada para um descanso. Assistentes pessoais que poderão oferecer produtos não só pelo seu perfil de compra, mas também pelo seu humor. Uma infinidade de novas possibilidades que se abrem e que despertam uma mistura de receio e fascinação exatamente como comecei esse post. Isso, só para começar a lista de onde essa tecnologia pode chegar.

Se meu computador já estivesse equipado com um dispositivo assim, acho que ele me ofereceria um chá de camomila baseado na pressão que estou colocando em cada tecla nesse momento.

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