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“Modelo de agência está em xeque sob vários aspectos”

Clientes já perderam a paciência com agências que não estão dispostas a testar diferentes elementos, diz Antonio Fadiga, da Artplan São Paulo

Isabella Lessa
12 de março de 2019 - 16h00

Para Antonio Fadiga, vindas esporádicas ao SXSW são mais do que suficientes. O CEO da Artplan São Paulo compareceu ao evento pela primeira vez em 2017 e retorna este ano para ser estimulado por temas que não necessariamente conversam com seu segmento de atuação.

O distanciamento dos temas comumente relacionados ao mercado publicitário e o contato direto com outras áreas acaba, segundo ele, despertando conclusões, provocações e associações com a própria realidade. Especialmente em um contexto no qual as agências estão sendo pressionadas a mudar:

Antonio Fadiga, CEO da Artplan São Paulo: “se maior flexibilidade é condição para atrair e reter millennials talentosos, por que não começar já com um plano de trabalho remoto?” (Crédito: Divulgação)

Para um CEO de empresa, como é seu caso, o que o SXSW é capaz de oferecer?
Acredito que um CEO conectado gera um efeito cascata interessante dentro da empresa. Se há relação entre um musical da Broadway com o Marketing, por que não ter perfis complementares ao time de criação? Se maior flexibilidade é condição para atrair e reter millennials talentosos, por que não começar já com um plano de trabalho remoto? Se uma vila no Quênia adota o conceito fail fast para uma inovação em logística, por que não estimular o fracasso e punir a inércia?

Por que o festival é importante para quem trabalha com publicidade?
Não há dúvida de que o modelo de agência de propaganda está em xeque sob vários aspectos. Quem ainda não se mexeu, já começou a perder clientes, que já perderam a paciência com quem não mexe o ponteiro, através de jornadas, micro momentos, storytelling, otimização de produção, conteúdo com mesmo status e poder que a criação, novos formatos e olhar de conversão, entre outros fatores. O SXSW conecta diferentes contextos que, ao final do dia, geram inquietações.

O que está planejando ver este ano? Algum tema específico? Já viu algo se interessante?
Temas a ver com minha área de atuação, a exemplo de gestão, tecnologia de conteúdo, pitch de start ups, mobile e inovações em diferentes cenários. Mas também temas que aparentemente nada tem a ver, mas acabam trazendo insumos curiosos, a exemplo da Neurociência aplicada no Cirque du Soleil para avaliar se as pessoas saem melhor do espetáculo do que quando entraram (imagine uma marca explorando isso), ou como uma estrategista de narrativa da Broadway associa os princípios de um musical com o marketing.

Você esteve na NRF este ano. Quais outros festivais foi ou pretende ir além desses?
Não diria festivais, mas eventos de atualização e provocação. Destaco dois que se complementam: o KES, que é uma verdadeira viagem ao mundo da Inovação, tornando impossível retornar para a empresa e não questionar os aspectos do business. Todos nós precisamos errar para encontrar o melhor caminho, mas o mais importante é que o processo aconteça de maneira ágil. O Hyper Island, é uma aceleração do mindset digital. São exercícios práticos para implementar a visão exponencial e não linear nas áreas e processos.

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