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O SXSW é importante para as startups brasileiras?

Flávio Pripas, CVO da Redpoint eventures e cofundador do Cubo, foi jurado no Pitch de AI e ressalta a importância do festival para o ecossistema de inovação do Brasil

Luiz Gustavo Pacete
14 de março de 2019 - 14h00

Apresentação no SXSW Pitch, prêmio que celebra as startups com potencial de escalar (Crédito: Luiz Gustavo Pacete)

Eventos relacionados ao ecossistema de startups pelo mundo não faltam. De premiações a maratonas de desenvolvimento, saber escolher cada um deles, ou, em muitos casos, conseguir concorrer neles é um grande desafio. Com o SXSW não é diferente, ser uma startup entre as finalistas do Pitch é para poucas já que daqui ganharam projeção plataformas como Twitter, Foursquare e Uber. Flávio Pripas, Corporate Venture Officer da Redpoint eventures, co-fundadora do Cubo, foi o único brasileiro como jurado na banca de avaliação do SXSW Pitch – Artificial Intelligence Technology.

Questionado sobre a relevância do Brasil no festival em termos de presença nas discussões, Pripas afirma que as últimas edições não foram boas em função das crises que o País viveu, situação diferente neste ano. “A primeira vez que fui ao SXSW, em 2014, todos falavam sobre o Brasil, a partir daí isso foi diminuindo. Em 2017 o Brasil sumiu do mapa, se tornou irrelevante. Em 2018 também fala-se muito pouco sobre o Brasil no evento e o assunto era a crise política e econômica. Já a expectativa para 2019 é diferente. Dessa vez, o Brasil segue na contramão e a expectativa é de melhora devido ao cenário econômico que o país está no momento. Vejo uma evolução muito grande para esse ano”, afirma Pripas.

“Esse é o principal evento hoje que se fala sobre tendência e tecnologia no mundo. Então sempre é o momento de sinalizar tendências para o Brasil e replicar essas discussões por aqui. E o Brasil tem potencial, neste ano, de despertar bastante curiosidade, já que 2018 foi um ano de muito crescimento no ecossistema de startup e empreendedorismo no Brasil. Vemos que o mercado está começando a colocar mesmo o Brasil no mapa”, aponta. Do Cubo, espaço de inovação do Itaú em parceria com a Redpoint, vieram ao SXSW de 50 a 70 startups. “Ao meu ver não se trata de um evento para geração de negócios e sim de impacto de tecnologia, interação, networking, insights para turbinar os negócios por aqui”, explica.

Sobre tendências importantes que marcam o ecossistema de inovação Pripas afirma que segue a fase das fintechs e o segmento de health. “Também e acredito que agora a bola da vez é o desenvolvimento de inteligência artificial pra qualquer coisa, como mercado jurídico, pets, saúde e o Brasil está acompanhando essa tendência que começa lá fora e replica por aqui. O SXSW é muito importante pra expor o que está acontecendo no Brasil, atrair investidores e potenciais clientes globais para o negócio, por isso, a participação da Redpoint eventures lá será muito relevante.”

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