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O futuro ao ser humano pertence

O festival está cada vez mais alinhado com a premissa de explorar as relações humanas


18 de março de 2019 - 17h47

(Crédito: Ben Sweet/Unsplash)

Quem trabalha na área já deve conhecer a previsão da Juniper Research de que, até 2022, teremos 50 bilhões de dispositivos conectados no mundo, por conta da IoT (internet das coisas). Falou-se muito disso nesses dez dias em Austin: veículos autônomos, cidades inteligentes, governo eletrônico, etc e etc.

Discutir o papel das novas tecnologias é importante, claro. Mas será que adianta olhar para o futuro e esquecer que a gente — e aí quero dizer a humanidade inteira — ainda enfrenta problemas primários como analfabetismo, doenças endêmicas e até fome? Quando falamos sobre cidades inteligentes, alguém se lembra de mencionar o pessoal que dorme debaixo da ponte?

A questão aqui não é apontar culpados nem ficar filosofando sobre como a tecnologia vai mudar o mundo. Já está mudando, e cada vez mais rápido. A grande questão que se coloca, do meu ponto de vista, é como vamos usar essas ferramentas, tão poderosas, para que o mundo fique melhor para todos. Como elas vão ajudar pessoas a ajudar pessoas.

Num mundo de tanta discórdia, a tecnologia pode muito bem ser utilizada para humanizar mais nossas relações, e não o contrário, porque a empatia faz parte da natureza humana. Em um dos painéis com presença brasileira no SXSW, Stella Hiroki, especialista em cidades inteligentes, falou sobre como a tecnologia abre caminhos para que as pessoas se sintam mais pertencentes às cidades. Olha o que ela disse: “Entendo que a forma para melhor aproveitar essas tecnologias seria entender que fazemos serviços de humanos para humanos, que as coisas têm um ponto de vista social”. É isso.

Para mim, a mensagem que fica é que o festival está cada vez mais alinhado com a premissa de explorar as relações humanas e que, graças à tecnologia, estamos criando uma “inteligência social coletiva” capaz de nos tornar, juntos, mais fortes. Mas, principalmente, que as mudanças têm que beneficiar a todos. E só com empatia conseguiremos mudar a sociedade em que vivemos.

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