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Startups do Brasil arrecadam US$ 3,5 bilhões em 12 meses

Nos últimos três anos, o ecossistema gerou 12 unicórnios no País, que é o quinto no ranking global dessas empresas

Sergio Damasceno Silva
17 de março de 2021 - 14h01

Nos últimos 12 meses, as startups brasileiras arrecadaram mais de U $ 3,5 bilhões em aportes de venture capital (VC) e o Brasil está na quinta posição no ranking global de unicórnios. Os dados foram apresentados pelo CEO e cofundador da ACE, Pedro Waengertner, em uma das conferências do SXSW. O executivo falou sobre as oportunidades de investimentos no País e na criação de negócios possibilitada pelo momento do desenvolvimento de startups e atração de investimentos pelo setor.

Em apenas quatro anos, o Brasil registra a ascensão de 15 startups a unicórnios (empresas nascentes que, com investimentos, já valem mais de US$ 1 bilhão). Waengertner afirma que o ecossistema é bastante vigoroso, com mais de 220 VC ativos. Dos investimentos em startups, mais de 65% do capital vem de investidores internacionais e, apenas no ano passado, foram arrecadados mais de US$ 10 bilhões.

Os 15 unicórnios brasileiros abrangem setores como logística, mercado imobiliário, serviços de delivery, fintechs, meios de pagamento, games e e-commerce: Loggi, Quinto Andar, iFood, WildLife, Ebanks, Stone, Gympass, Creditas, PagSeguro, 99, Vtex, Nubank, Arco, Loft e MadeiraMadeira.

O executivo lista cinco pilares que sustentam a expansão do ecossistema de startups com base no plano de desburocratizar e impulsionar o empreendedorismo no País: muitas oportunidades diferentes de captação para aplicações em tecnologia; ambiente regulatório sendo estruturado com o Marco das Startups, cuja legislação tem como objetivo apoiar fundadores e investidores de startups; profissionais criativos e habilidosos; cultura brasileira de empreendedorismo e de design; e universidades e incubadoras focadas na criação de negócios e empregos.

Entre os motivos apontados para o cenário favorável ao florescimento e expansão de startups, Waengertner aponta a relação amigável que o brasileiro tem, na média, com a tecnologia e a profusão de early adopters. Cerca de 74% dos usuários, no País, têm acesso à internet (é o quarto mercado em usuários de internet e acessos móveis). O País está atrás apenas dos Estados Unidos em tempo gasto com redes sociais como Facebook, Twitter e YouTube. Hoje, há mais celulares (234 milhões) do que habitantes no Brasil (210 milhões). Os segmentos que estão em alta no ecossistema de startups são o agtech (agrobusiness), economia compartilhada, inteligência artificial e serviços financeiros.

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