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Programa família: Nasa, emoções e relacionamentos

Pamela Pavliscak, que trabalha com Design para Intelligent Emotional Technology, e Esther Perel, psicóloga de casais e autora best seller do New York Times, estudam e trabalham com a complicada teia de emoções humanas


10 de março de 2018 - 10h08

(Crédito: divulgação)

Eu não poderia ter começado de melhor forma o SXSW desse ano. Na fila da primeira palestra conheci uma família americana. Os pais, um menino de 14 anos e uma menina de 10. Eles vem juntos e passam o Spring Break todo em Austin aprendendo sobre ciência, tecnologia e sociedade. É o quinto ano do menino aqui! O interesse e paixão dessa família por aprender, ver o novo e se divertir junta resume bem o espírito de Austin nessa semana do Festival.

A palestra que a família viu? Touch the Sun, sobre a missão da NASA para o sol. Um projeto que existe desde 1958, mas que somente há 10 os avanços tecnológicos permitiram que caminhasse. O projeto sai do papel comandado por 2 mulheres incríveis: uma cientista – Nicola Fox – e uma engenheira – Elizabeth Congdon. Elas são responsáveis por uma sonda com inúmeras inovações para ser capaz de orbitar ao redor do Sol e estudá-lo. “NASA’s hottest mission” deve ser lançada ainda esse ano, em Julho, e vamos poder acompanhar toda a sua viagem através do Twitter – @parkersolarprobe. Mais um momento histórico e emocionante na conquista do espaço e com potencial para reescrever os livros de ciência, como disse Elizabeth Congdon.

(Crédito: divulgação)

Da ciência pura e fascinante para o complicado mundo das emoções. Nesse primeiro dia, mais 2 mulheres provocaram muita reflexão. Pamela Pavliscak, que trabalha com Design para Intelligent Emotional Technology, e Esther Perel, psicóloga de casais e autora best seller do New York Times. Com objetivos bem diferentes, ambas estudam e trabalham com a complicada teia de emoções humanas.

Pamela fez uma palestra sobre as relações emocionais que temos com nossos carros. Desde como damos nomes a eles até como ela irá evoluir com o avanço das tecnologias de Intelligent mobility. Ela mostrou todo o potencial de um carro de ler as emoções do seu motorista e ir se tornando um companheiro real. Mas o seu tom sobre o valor dessa evolução vem acompanhado de um grande alerta sobre a importância de entender emoções, sua complexidade e seu potencial de uso. Cuidado para não tornar essa leitura de emoções algo leviano, superficial e até definidora das relações com o carro ou com outras pessoas. Para isso, ela listou 4 pontos para serem levados em conta na hora do design:

Tratar a emoção como um sinal – emoções são complexa e, mais do que sinais físicos, elas são compostas pelo ambiente e cultura. Então, perceber uma emoção não é interpretá-la.

Dial down the AI personality: pense no carro como expansão e ferramenta e não como sua personficação.

Não simplifique demais – assuma que emoções são profundas, cheias de camadas e complexidade. Respeite as nuances e sutilezas.

Resista a automatizar o humano – a leitura e entendimento das emoções não deveria chegar ao ponto de nos dizer como nos comportar.

(Crédito: divulgação)

Essa complexidade de emoções ficaram mais concretas no talk de Esther Perel. Famosa terapeuta de casais, ela é uma especialista nas relações humanas e tenta entender e cuidar de um dos maiores problemas de saúde da América atual: a solidão. Ela falou que estamos nma era de mudança dramática das relações. Nunca a nossa felicidade esteve tão dependente da felicidade das nossas relações românticas e nunca tivemos tão poucas (ou nenhuma) regras para guiá-las. Essa liberdade tem um preço e achar esse equilíbrio é o desafio. Como ela disse, não existem soluções ou respostas claras, mas a necessidade de aprender a navegar no paradoxo da nossa necessidade de segurança e liberdade ao mesmo tempo. Ela construiu um longo, divertido e provocativo panorama das relações no mundo atual, discutindo desafios, feminismo e masculinidade. E deixou uma provoção importante para todos nós por aqui: vocês estão debatendo o futuro da comida, do carro, dos robôs; deveriam também estar discutindo o futuro das relações.

Não consigo pensar em nenhuma aula de escola que possa provocar naquele menino e menina lá do começo, mais curiosidade, prazer por aprender e abrir o olhar do que um dia aqui no SXSW.

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