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AMP e PWA: está na hora de pensar neles com mais carinho!

Assisti uma sessão que falou um pouco sobre Accelerated Mobile Pages e Progressive Web Application


12 de março de 2018 - 13h43

(Crédito: divulgação)

Hoje tive a oportunidade de assistir uma sessão que falou um pouco sobre AMP (Accelerated Mobile Pages) e sobre PWA (Progressive Web Application).

O projeto AMP foi lançado em 2015 pelo Google, uma resposta ao instant article do Facebook. É open source, sob licença apache e esta no github. Se você já fez uma busca no Google, provavelmente já encontrou algumas referências com um ícone contendo um raio e ao lado a palavra AMP. É muito comum encontrar referência de sites de veículos de comunicação.

É uma iniciativa que tenta prover uma experiência ao usuário de app nativo no browser, fazendo com que páginas carreguem completamente quase que instantemente (de 19 segundos, média da web, para menos de 1 segundo), oferemcendo um conteúdo responsivo.

Uma página AMP usa 10 vezes menos dados que uma página web tradicional. Aliado a um cache do Google, mais os service workers (trabalham em segundo plano no browser, e são capazes de permitir experiências até se o usuário estiver offline), fazem com que isso seja possível. Esses service workers permitem algumas interações típicas de apps nativos, como push notification.

A palestrante Chen Shay, engenheira de software do time de AMP do Google, disse já existir cerca de 31 milhões de domínios servindo conteúdos AMP, e mais de 5 bilhões de páginas desse tipo de conteúdo. Falou também sobre as melhorias na experiência de entrega de ads em AMPs, que é mais leve, mais rápida e gera mais vendas.

Um desdobramento do AMP foi expandir para além das publicações de conteúdo, adicionando mais possibilidades de iteratividade e um suporte mais avançado para PWAs.

As PWAs surgiram como uma alternativa na estratégia mobile de um produto web, para ajudar na luta contra o maior problema dos apps: fazer o usuário instalar e manter instalado o aplicativo. A PWA funciona no browser (nem todos ainda possuem suporte), portanto não requer instalação e permite interações avançadas parecidas com um app nativo. O conceito é: uma aplicação só em múltiplas plataformas, ou seja, o sonho.

Com essa expansão, o AMP permitiu que outras iniciativas além de conteúdo, e-commerce por exemplo, começassem a surgir, trazendo vantagens competitivas a uma aplicação web tradicional, mesmo que responsiva.

Um segundo palestrante, Madison Miner, da WompMobile, falou um pouco sobre como implementar uma estratégia de e-commerce através de uma PWA. Deu algumas dicas e falou também sobre aplicações que ele considera que não seriam aderentes para PWA – nesse momento, pelo menos.

Também falou sobre alguns números que clientes de sua empresa conseguiram, que são encorajadores (sem maiores análises, obviamente):

Aumento de 105% de taxa de conversão;

Diminuição de 31% da taxa de bounce;

Aumento de 29% de CTR em plataformas de busca.

Acho que é momento de olhar com mais cuidado e carinho tanto para AMP quanto para PWA. Já tive um debate sobre isso com meu arquiteto de soluções, e ele me convenceu que em um futuro breve PWA’s vão fazer mais sentido do que apps nativos para a maioria dos produtos da web.

Start Fast, Stay Fast.

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