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Um pouco de otimismo não faz mal a ninguém

A revolução tecnológica é disruptiva e está mudando tudo que sabemos, mas parece que agora, mais do que nunca, cuidar da nossa humanidade será uma constante


13 de março de 2018 - 13h11

(Crédito: divulgação)

Tecnologia e inovações encantam, surpreendem e nos evolvem. E também transformam. Estamos num momento particularmente especial onde a palavra de ordem é exponencial. A revolução tecnológica é disruptiva e está mudando tudo que sabemos, mas parece que agora, mais do que nunca, cuidar da nossa humanidade será uma constante – pelo menos pelo que se vê aqui no SXSW. O tempo todo estamos sendo convidados a retomarmos o controle das nossas vidas, das nossas ideias e do nosso tempo.

Esse olhar aparece por diversos ângulos ao longo dos dias.

Na contundência do Prefeito de Londres – Sadiq Khan – ao dizer como está usando data para melhorar os serviços públicos, mas ao mesmo tempo defender uma legislação mais clara e com mais responsabilidades a ser seguida pelas grandes plataformas tecnológicas. A tecnologia deve estar a serviço das pessoas e ajudar a transformar a realidade para uma economia mais forte e inclusiva. Para ele, nenhum negócio, por mais inovador que seja, deve estar acima das regras definidas em uma democracia.

No pragmatismo de Dominic Price – Head of R&D & Work Futurist da Atlassian – falando sobre o futuro do emprego. Ele diz que estamos tão encantados pelas novidades que não estamos aprendendo com o passado para fazer o presente. Ficamos tão preocupados com os cenários distópicos que não vemos as pequenas transformações, a forma como já estamos nos adaptando a ela e tornando a qualidade do trabalho e do tipo de emprego melhor. Exemplo? A Rio Tinto da Austrália, que automatizou todos os seus caminhões de mina e desde então está empregando mais gente – em cargos melhores e mais qualificados. Ele defendo que estamos numa era que o trabalho coletivo é fundamental para o sucesso, e efetividade deve substituir a busca por eficiência (ele deixou disponível todo o seu estudo sobre como construir times diversos e mais efetivos (www.atlassian.com/team-playbook).

Sabemos o que vai acontecer e não estamos nos preparando para as mudanças. É o alerta de Brian Solis, Digital Anthropologist and Autor, que está começando a estudar os impactos das redes sociais na nossa sociedade, comportamento e política de forma antropológica. Ele traça um cenário bastante preocupante de como estamos nos tornando seres viciados em comportamentos criados por essas plataformas, de que existe uma indústria inteira construindo mecanismos para capturar nossa atenção (a maior moeda corrente da atualidade), e de como isso está mudando nosso cérebro, cidades, parenting etc. Apesar disso, ele é otimista, mostrando que o controle é nosso, que estamos, aos poucos, vendo o valor do detox digital, e que cada vez mais pessoas estão criando caminhos para que as redes sejam companheiras e não definidoras da nossa vida.

No charme dos espaços de relax e meditação do app Headspace que você pode usar entre palestras ou simplesmente, quando quiser.

As possibilidades que a tecnologia tem nos trazido são infinitas. Ela abre portas, mas traz juntos diversos desafios, aos quais nem estávamos pensando até ontem. Mas parece que aos poucos vamos acordando do olhar ingênuo e encantado da criança que olha para o brinquedo novo. E vamos percebendo o tamanho das responsabilidades sociais e emocionais que esse brinquedo traz. O despertar dessa consciência é fundamental para que essa parte da história da humanidade seja novamente Iluminista. Afinal essa é a tese da palestra mais otimista que vi por aqui, a do grande acadêmico Steven Pinker: nunca vivemos um tempo tão feliz, seguro, saudável e inteligente na história da humanidade. Como ele disse, “o mundo está longe do perfeito”, mas está em nossas mãos aproveitar da melhor forma esse momento.

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