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Um SXSW “raiz” – como diria o Tchê: tô empolgadão!

Com menos gente indo, mais gente vai ficar esperando notícias e querendo acompanhar o que estará acontecendo por lá


6 de março de 2020 - 18h16

“Acordei, coloquei a música do Rocky Balboa, espremi o limão na água mineral, fiz o exercício e o plano alimentar para estar com a saúde em dia. Tô empolgadão, pois, se tiver, vai ser SXSW raiz.”

Achei a frase sintomática e, pra mim, expressa tanto o espírito da coisa, do evento, da cidade, quanto do sentimento que passei a ter indo pra lá.

Quem soltou isso foi o Fernando Tchê, em um dos vários grupos de pessoas que vão este ano para o South by Southwest. Grupos que crescem todos os anos em quantidade e membros. Só que em 2020 a coisa está diferente. Não sei se pior ou melhor, mas diferente. Os grupos passaram agora a diminuir, com definições corporativas por causa do risco de contágio pelo novo corona vírus. Marcas grandes já anunciaram que suas houses não vão mais acontecer.

E isso tem dois efeitos que eu gostaria de comentar:

O primeiro é que com menos gente indo, mais gente vai ficar esperando notícias e querendo acompanhar o que estará acontecendo por lá. Portanto a responsabilidade de nós correspondentes aumenta e cresce a expectativa de coisas bacanas, com a visão de dentro, e em tempo real. Sempre com o desafio de um formato diferente, que se destaque nesse mar de coisas que chegam de todos os lugares.

O segundo aspecto é a diminuição do hype.

Na primeira vez que eu fui pra Austin, em 2017, uma das coisas que me chamou a atenção foi ver que o evento que eu conhecia há tanto tempo tinha se tornado muito institucionalizado, “marketizado” com excesso de ativações e uma quantidade enorme de marcas, grandes e pequenas, espalhando uma comunicação de forma aleatória, só pra marcar presença, sem muito significado além de tentar fazer parte da conversa com aquele público-alvo. Casas e mais casas com filas enormes, para ganhar brindes até certo ponto desnecessários.

Mas me acostumei com esse novo cenário, e a experiência foi incrível. As pessoas, a diversidade, a variedade, o conteúdo das palestras. Isso tudo foi o que inspirou de verdade, o resto é espuma.

E eis que, de repente, este ano, por motivos além de qualquer previsão, o evento parece voltar um pouco ao seu estado original, com menos foco nas marcas e mais nas conversas, na troca. Enfim, um South by Southwest raiz.

Essa possibilidade me anima, e sigo confiante de que está tudo sendo cuidado, sem obviamente minimizar o risco real que está correndo o mundo todo. Mas como disse o Zé Roberto Pereira, a ideia do evento é ser contaminado, e estar aberto a todos os tipos de “vírus” que Austin propicia nessa época do ano: inovação, tecnologia, diversão, reflexão.

Eu, tô empolgadão.

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