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Amy Webb lança relatório de tendências emergentes de tecnologia 

O jeito analítico e baseado em dados é o que destaca as previsões da Amy perante qualquer outro relatório de tendências


14 de março de 2022 - 9h59

Esta é uma das palestras mais esperadas do SXSW todos os anos e esse é o 15º aniversário do relatório. Maravilhosa Amy Webb, fundadora do Future Today Institute e professora da NYU Stern School of Business, nos contou sobre as tendências a serem observadas em 2022.

O jeito analítico e baseado em dados é o que destaca as previsões da Amy perante qualquer outro relatório de tendências, e o que a colocou como palestrante fixa no festival aqui em Austin. Anualmente seu relatório é baixado por mais de um milhão de pessoas e nós, aqui em Austin, temos o privilégio de ver as colocações da Webb em primeira mão, antes de todo mundo.

Hoje a Amy destacou que a edição de 2022 é a 35ª do festival e essa é ainda mais especial, após 2 anos de intervalo do evento in loco, aqui no Texas. 

Ela começou a palestra nos mostrando uma imagem que ninguém conseguia enxergar nada, mas depois que nos mostrou que era uma vaca, destacando os olhos e o nariz dela, todo mundo começou ver a vaca. Isso é a limitação do nosso cérebro e, pelo mesmo motivo, nós não percebemos os sinais de mudanças e o que está por vir no futuro.

Para mudarmos isso, a chave é a repercepção, que é o tema principal do relatório da Webb esse ano. Ela destaca a necessidade da prática de repercepção, para treinar seu cérebro e para você poder enxergar os sinais de mudanças e, assim, tentar prever as tendências e as próximas “big things”.


Esse ano Amy dividiu as tendências em 3 grupos:

-AI 

-Metaverse & Web 3

-Synthetic Biology

A conclusão muito preocupante sobre as tendências da inteligência artificial é que, no futuro próximo, a inteligência será facilmente confundida com a inteligência artificial, quando nós, humanos, não poderemos mais ver a diferença entre uma e outra.  

AI consegue reconhecer um indivíduo pela batida cardíaca ou pelo jeito de respirar. MEDO!

Com isso, o cenário pessimista que ela está colocando é que daqui a 5 anos vai ser impossível sermos anônimos e, por isso, existem tecnologias como maquiagem que bloqueia o reconhecimento facial, ou as placas que bloqueiam o reconhecimento da nossa batida cardíaca.

Passando para o segundo grupo de tendências – metaverso – Amy fala que esse pilar não é futurologia e não se fixará como pilar positivo nem inovador, isso porque o mundo do Metaverso segue as mesmas regras desiguais que o mundo físico hoje em dia. Ela elabora que não é só na web 3 que a gente cria nossos avatares, mas nós já estamos isso fazendo na web 2.0, criando nossos perfis nas redes sociais, onde por exemplo nosso perfil do LinkedIn é diferente do nosso perfil no Tinder ou até no Instagram. 

E o que a descentralização pode trazer para o mundo da monetização e financiamento? Será que podemos fazer com que nossas casas ganhem dinheiro para nós enquanto dormimos?

Onde vamos chegar com isso e qual é o futuro do trabalho?

Amy, similarmente como as outras palestras aqui, critica a Meta e o Mark Zuckerberg. Isso porque no mesmo dia que a plataforma Horizon Worlds foi lançada, teve um crime de assédio sexual e, quando perguntado, Mark respondeu que ele não podia se responsabilizar porque a Meta só fornece a plataforma. 

O terceiro pilar é sobre biologia sintética, que nada mais é do que a manipulação de DNA. Amy comenta que DNA é muito mais eficiente para armazenar os dados do que os chips e o hardware tradicional, por ocupar muito menos espaço.

Aí Amy nos mostra o primeiro frango sintético molecularmente criado no mundo, que hoje já pode ser comprado e consumido em Singapura. Ela nos deixa com uma visão positiva onde tudo é modificado geneticamente e que isso é bom, saudável e onde a morte é opcional e não mais necessária. Ao mesmo tempo, ela mostra a visão mais pessimista, onde serão criados vírus sintéticos para combater os inimigos. Segundo Amy temos 50/50 chances sobre com qual dos cenários vamos acabar em alguns anos.

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