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A antifragilidade e a regeneração socioambiental no SXSW

Procurei fazer um roteiro que tivesse uma mistura de assuntos que me interessam com outros que não conheço, e tem sido dias de muita inspiração por aqui


17 de março de 2022 - 11h40

Crédito: Divulgação

Diante da infinidade de conteúdo e experiências possíveis proporcionadas pelo SXSW, cada um que está aqui tem o grande desafio de fazer suas escolhas. Procurei fazer um roteiro que tivesse uma mistura de assuntos que me interessam com outros que não conheço, e tem sido dias de muita inspiração por aqui.

Desde que conheci o conceito da antifragilidade – capacidade individual e coletiva de evoluir e prosperar a partir da ruptura e do caos -, passei a desejar muito mais antifragilidade e muito menos resiliência para o mundo. O resiliente volta do desafio, mas o antifrágil volta melhor e mais forte. Ao pesquisar sobre a programação do festival, encontrei um workshop sobre o tema que, para minha surpresa, seria ministrado por três brasileiras. Coloquei meu colar com a palavra “antifrágil” gravada – que ganhei de uma amiga – e segui ansiosa para essa experiência.

Com música brasileira ambiente, Tipiti Barros, Erlana Castro e Sabina Deweik começaram a explicar sobre o conceito da antifragilidade. Logo depois, apresentaram a ferramenta “Radar da Antifragilidade”, que desenvolveram para ajudar pessoas e empresas a entenderem o quanto estão reimaginando o futuro e inovando no presente para a construção de um mundo melhor e mais sustentável, pautado na agenda ESG. Na sequência, grupos se dividiram por temas e começamos a refletir sobre ações que ajudariam a acelerar essa transformação tão necessária para um futuro sustentável. Foi um exercício inspirador, com profissionais de diversas partes do mundo discutindo sobre os grandes desafios que pessoas e empresas vivem na atualidade.

Vou compartilhar as dimensões criativas que fazem parte do “Radar da Antifragilidade”, pois podem trazer reflexões importantes para que a gente entenda o quanto estamos preparados para agir diante desta revolução:

1.Propósito alinhado com as ações: O quanto suas intenções e seus objetivos estão de acordo com a forma com que você age?
2.Posicionamento ideológico claro: O quanto seu posicionamento está claro e o quanto você está conseguindo passar suas ideias e iniciativas a quem está com você nesta jornada?
3.Regeneração socioambiental: O quanto você tem consciência e age para recompor, corrigir e regenerar o planeta, já que estamos muito além na degeneração das condições de vida do mundo?
4.Mentalidade digital: O quanto você está usando a tecnologia a serviço do bem comum da humanidade, e não ao contrário?
5.Interdependência e colaboração: O quanto você está preso a um sistema operacional individualista ou já está agindo de maneira sistêmica, pensando no coletivo?
6.Novas conexões criativas: O quanto você está aberto ao não óbvio, conectando perspectivas e ideias capazes de gerar soluções criativas?
7.Diversidade como potência: O quanto você abraça a diversidade e a inclusão de forma valiosa e eficaz para obter a antifragilidade?
8.Prontidão para a disrupção: O quanto você está realmente disposto a experimentar, aprender, desaprender e usar a descontinuidade para evoluir?

Esses temas estão conectados com muito do que se tem discutido aqui no SXSW. Fica aqui o link para que você possa identificar onde está no radar da ferramenta: https://www.menti.com/wrjm7gp9k3/0   

Sigamos no propósito de colaborar para a transformação criativa e responsável de indivíduos, organizações, projetos, marcas e ideias. Sigamos antifrágeis.

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