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Mais do que online ou presencial, estamos falando de tecnologia e pessoas

O novo normal que tanto se falou nos últimos meses de fato não existe, nada será mais normal aos nossos olhos


21 de março de 2022 - 9h18

Crédito: Divulgação

Vai chegando ao fim o nosso primeiro grande re-encontro e com ele um mundo novo a esperar, não – apenas – pelo “pós-covid” mas sim por uma evolução em escala exponencial de tecnologias. O novo normal que tanto se falou nos últimos meses de fato não existe, nada será mais normal aos nossos olhos. Seremos provocados a todo tempo, instigados a fazer parte deste mundo cada vez mais colaborativo que temos pela frente.

Muitas novas palavras compõem o dicionário deste futuro, algumas ainda desconhecidas, outras tanta que já caracterizamos como buzz-words, e mais algumas que já fazem parte das nossas vidas e sequer nos damos conta.

Há ainda muito a vigiar, o que nos apontam como uma descentralização por conta das novas tecnologias, como a Web 3, guarde aí o termo DAO – organização autónoma descentralizadas, que traz como promessa que as DAOs não precisam de uma autoridade central. Em vez disso, o grupo toma decisões coletivamente, ou seja é uma organização representada por regras codificadas e controlada por seus membros. Nos parece uma evolução gigante, mas se não fizermos parte e agirmos coletivamente, como pessoas, essa promessa pode ser simplesmente uma re-centralização, ou seja, a troca de poder. Os atuais tecnocratas serão apenas substituídos por novos que terão papéis mais ativos e estarão melhores preparados para esse novo cenário.

Outro termo que nos chega é o Decentralized Social Blockchain ou simplesmente, o DeSO, que é fundamentalmente um protocolo aberto que o mundo inteiro pode construir de forma colaborativa, o que acreditamos que acabará criando ainda mais maneiras de desbloquear o verdadeiro potencial dos criadores e que trará competição e inovação de volta às mídias sociais. Nos parece a salvação dos problemas atuais onde as próprias mídias sociais, através de pessoas, são agentes de um mundo posto em risco por polarização, disputas ideológicas alimentadas por fake news e desinformação, mas já vemos casos onde as próprias criptos, moedas deste novo ambiente, sofrem influência de pessoas poderosas, utilizando as redes como são atualmente, por exemplo Ellon Musk, que com um simples comentário no Twitter ou no Reddit pode colocar em colapso ou mesmo apenas beneficiar os seus seguidores no sistema financeiro, aqui entra um termo semelhante, anota aí, DeFi, Decentralized Financ, ou seja um sistema financeiro descentralizado.

Amy Webb nos exercitou sobre repercepção e talvez isso seja de fato o grande exercício que temos que fazer daqui em diante, lembrarmos de questionar nossas suposições de como tudo isso funciona, olhar os sinais fracos muito antes de serem tendências, sermos curiosos, olha aí mais um bom skill humano, enxergar assim novas oportunidades, novos riscos. “Precisamos praticar a repercepção todo dia”. Assim nos tormamos agentes deste novo território.

Esse conceito de descentralizar nos traz outro tão importante quanto, a interoperabilidade, ou seja, a capacidade de transitarmos de um lugar ao outro neste ambiente misto de tecnologia a humanidade com a mesma identidade e carregando nossos assets, e também os nossos valores, afinal somos pessoas, como é sempre bom lembrar.

Por fim, o Metaverso, que nos parece certo que será de fato o novo mundo onde viveremos, mas não nos parece ser o que nos dizem que é hoje. O que ainda queremos entender é o que ele de fato será, e ainda não estamos preparados para isso. Por exemplo, sempre questionamos “os donos da mídia” como é hoje, mas nenhuma discussão sobre esse novo universo nos tirava a pergunta de “quem regula esse novo univero?”. Ou seja, será que como pessoas, estamos preparados para isso ou precisamos reperceber as coisas?

Sentimos falta deste ambiente, vivemos o luto e ansiedade de nos reencontrarmos pessoalmente e quando isso aconteceu foi para discutir como será a vida online daqui para frente, pode parecer um contrassenso, mas como pode ter percebido neste texto fiz questão de reforçar a cada paragrafo a nossa importância como pessoas que somos. O grande encanto no futuro não está em como a tecnologia substituirá os humanos, mas em como eles atuarão juntos.

Foi num talk sobre Cannabusiness que Faith Popcorn nos trouxe a re-percepção que que viveremos por mais de 120 anos com toda essa tecnologia, isso mudará a nossa percepção de vida, o que pensamos como forecast, como percebemos o casamento, e até mesmo, será que vamos fazer sexo, como conhecemos hoje, neste futuro?

Antes de entender todas essas palavras não esqueçam que “as pessoas que entendem as pessoas sempre vencem” como frisou Rohit Bhargava.

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