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Seguidores não são comunidades

O tema que mais ouvimos no SXSW, depois do metaverso, é comunidade – e como é possível marcas e creators serem a paixão de uma comunidade?


23 de março de 2022 - 18h49

Crédito; divulgação

Seguimos com mais momentos marcantes no SXSW… Sentar para ouvir Celine Tricart, uma aclamada contadora de histórias que desenvolveu um estilo único de expor narrativas emocionais e com uma pegada forte em arte visual, falando sobre a grande diferença entre engajamento de seguidores e comunidades, me gerou muitos questionamentos e insights.

Com o avanço da tecnologia, passamos a nos comunicar de textos para fotos, vídeos, multimidias combinadas e, agora, estamos nos envolvendo em um mundo ainda mais imersivo, no qual muitas histórias são contadas por meio de pessoas engajadas e dispostas a criarem conexões.

E, assim, nascem as comunidades – que não são simplesmente seguidores.

Geralmente, são pessoas que gostam de um mesmo hobby, marca ou produto, e logo elas possuem um senso coletivo muito apurado. O despertar de uma causa com foco em resolver algum problema, onde as pessoas se ajudam e buscam soluções, por exemplo, pode ser a motivação de uma comunidade. É mais do que propósito, é como você gera valor para a marca, reconhece e monetiza o creator

Por isso, o poder das comunidades é gigante. Por serem histórias construídas com parte da memória emocional e mais real, se conectam com a paixão de várias pessoas. E essa é uma enorme oportunidade de aproximar, gerar engajamento e criar conexões reais. E então, sua marca está fazendo esse storysharing e criando – ou estimulando a criação – dessas comunidades? 

Co-criação aqui é a palavra da vez. É isso que as comunidades estão assumindo como principal papel e ainda poucas marcas conseguiram perceber esse valor. O storysharing pode ser o pulo do gato para conquistar mais espaço e, de forma criativa e genuína, gerar conversa.

Podemos dizer que a jornada das marcas sempre se deu em reforçar que histórias são importantes, mas agora, com o poder das comunidades, queremos co-criar produtos e histórias. Resgatando e afinando as histórias dos consumidores e suas experiências, estar mais atento sobre como os outros falam sobre a marca, e falar menos sobre ela mesmo. Dando protagonismo a quem mais importa, a quem pode colocar a marca no topo, trazendo esse consumidor mais para perto, criando junto suas histórias.

Essas conexões normalmente são memórias de fonte – quando consumimos muitos conteúdos em redes sociais, por exemplo, onde estão todos buscando atenção. Depois você não lembra mais onde leu aquele conteúdo. Será que já aconteceu com você? Isso é porque você acaba se conectando às marcas que fazem um relacionamento mais próximo do seu consumidor. 

E é por isso que seguidores não são comunidades. Porque grande parte não está conectada com a mensagem impulsionadora, e assim, não se engajam. Agora, quando falamos sobre relacionamento com o consumidor, então comunidade é sobre isso. O poder voltando aos consumidores para decidirem como querem participar, e isso vai muito além de deixar o seu dinheiro com aquela marca. 

O engajamento real de um seguidor, conectado, pessoal, como uma verdadeira comunidade, é o que faz a diferença.

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