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Micromobilidade avança aos trancos e barrancos

Assim como o Uber em 2017, os patinetes motorizados não poderão circular em algumas ruas durante o SXSW, recém-chegado a várias cidades, meio desperta discussões acaloradas

Luiz Gustavo Pacete
8 de março de 2019 - 10h00

Risco aos usuários e pedestres e uso indevido de espaço público são alguns dos desafios das empresas de micromobilidade (Crédito: Luiz Gustavo Pacete)

Centenas de pessoas aglomeradas nas ruas lotadas de Austin versus dezenas de patinetes elétricos, bikes e scooters. Essa combinação, se depender da prefeitura de Austin, não será possível. Os veículos individuais motorizados estão controlados em algumas das ruas mais conhecidas ao redor do Austin Convention Center, palco principal do SXSW, entre elas Sixth Street, Red River Street e Rainey Street.

De acordo com Robert Spillar, diretor do órgão de transporte da cidade, o objetivo é reduzir a quantidade de patinetes elétricos espalhadas por calçadas. Quem desobedecer a regra receberá multa de até US$500. Além disso, as áreas de estacionamento de patinetes elétricos e bicicletas serão identificadas. “Como comunidade, estamos aprendendo o que fazer com esses novos dispositivos compartilhados”, disse Spillar.

Saber o que fazer com esses novos dispositivos. Esse é o dilema de grandes cidades ao redor do mundo que, após a onda de bicicletas compartilhadas, passaram a receber centenas de patinetes elétricos. Tão logo a notícia se espalhou pelos grupos de WhatsApp brasileiros relacionados ao evento, vários pontos de vista surgiram sobre o quão seguros (ou não) são os patinetes para os usuários. Essa discussão não é restrita aos brasileiros que estão preocupados em se locomover durante o SXSW.

Segundo a consultoria MetroBike, atualmente, existem mais de 18 milhões de bicicletas para uso público globalmente, acima dos 2,3 milhões registrados em 2016. E os patinetes podem ter uma fatia considerável desse mercado. No entanto, apesar da demanda e oportunidades, esse meio de transporte ainda possui vários desafios. Cidades como Miami, San Francisco e Washington tiveram que criar restrições no uso do meio de transporte em função de oferta excessiva e acidentes.

Recentemente no Brasil, a Yellow se juntou à Grin dando origem à Grow, especializada em patinetes (Crédito: Divulgação)

No caso de São Paulo, de acordo com matéria recente da BBC, o Ministério das Cidades informou, sem detalhes, que o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) ainda não possui normas específicas para os patinetes. “A CTE está estudando a possibilidade de inserir esse novo modal e suas regras para circulação no manual de mobilidade, mas o trabalho ainda não está concluído (nem há prazo definido para isso)”, disse o Ministério.

Nos Estados Unidos, a Bird, pioneira do serviço, completou um ano de existência em setembro do ano passado com mais de 10 milhões de viagens realizadas. Seu número de usuários ultrapassa 2 milhões em cidades americanas e da Europa.

A marca já chegou a Cidade do México e tem planos para o Brasil. Em São Paulo, por exemplo, a Yellow já oferece o serviço e, em janeiro, se uniu com a Grin criando a Grow. Outro nome forte deste mercado é a Lime, concorrente direto da Bird e também com planos para o Brasil ainda em 2019. Além da Jump, de propriedade da Uber e a Lyft que também entrou neste mercado.

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