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Buzzfeed propõe salvar a internet dela mesma

Peretti propõe produção e valorização de conteúdo de qualidade; Quidi chega em abril e quer ser sinônimo de vídeo em 5 anos


9 de março de 2019 - 9h34

Nem mesmo as demissões e fechamento de escritórios no início deste ano diminuiu a popularidade de Jonah Peretti, o fundador e CEO do BuzzFeed. Filas enormes aguardavam para assistir o jovem que mudou a forma de criar e distribuir conteúdo. Simultaneamente ao seu painel, Peretti divulgou um memorando de estratégia, reforçando que ainda está alinhado com as plataformas sócias e satisfeito com os resultados que estão dando para a empresa. É o modelo frienemy levado até o fim.

“O BuzzFeed está ganhando muito mais dinheiro com as plataformas do que costumava e está abraçando-as. Um ano atrás, no primeiro trimestre de 2018, fizemos cerca de US$ 500 mil em receita na plataforma de vídeo do Facebook. No quarto trimestre de 2018, fizemos US$ 3 milhões. Em janeiro de 2017, monetizamos menos de 30% das visualizações no YouTube. Até novembro, nós monetizamos mais de 70%. No geral, as receitas que geramos nas maiores plataformas – Facebook, Google, Amazon e Netflix – cresceram 12 vezes desde 2014”, afirmou ele no memorando.

Além do otimismo, Peretti tocou em um ponto muito importante: a dark web _preconceinto, racismo, misoginia, pedofilia e todas as ações que o anonimato digital permite. Para ele, os criadores das plataformas precisam continuar vigilantes para banir os abusos. “Não podemos apenas banir o mau conteúdo. Precisamos produzir bons conteúdos e promover empresas de mídia que produzem conteúdo de qualidade”.

“As empresas de mídia que estão diminuindo ou se afastando das plataformas são exatamente o oposto do que as plataformas precisam. É muito mais difícil moderar conteúdo ruim do que criar um bom conteúdo. Não importa quanto dinheiro as plataformas gastam, ou quantos moderadores de conteúdo eles contratam, esse problema não será resolvido removendo o conteúdo ruim”, afirmou.

Fundador e CEO da rede social Quibi tiveram uma conversa interessante sobre formatos e futuro de conteúdo. Jeffrey Katzenberg, criador da Dreamworks, e Meg Whitman, que já ocupou o mesmo posto na HP, deram um banho em Dylan Byers, repórter da NBC News, que mediava o bate-papo.

A Quibi é uma empresa de vídeos de curta duração e Katzenberg tirou aplausos da plateia ao falar que quer que o nome da empresa seja sinônimo para vídeo, assim como Google é para buscas.
Katzenberg disse que os concorrentes estão vindo para a Netflix, mas que ele acredita que a Disney pode ser um vencedor “além da” Netflix. “Não é um jogo de soma zero”.

Whitman e Katzenberg disseram que seu novo serviço está desenvolvendo uma variedade de shows para seu lançamento em abril próximo. Isso inclui um reality show com o executivo de entretenimento Scooter Braum que será um show de competição de música, um show com a cantora Jennifer Lopez e outro programa chamado “Frat Boy Genius” que será a história de Evan Spiegel e como ele construiu o Snapchat.

Uma fala que tocou muita gente por aqui foi a de Esther Perel: “Regra de ouro: se quiser mudar alguém, comece mudando você mesmo”. Esther é psicoterapeuta e tem a sua Esther Perel Global Media. Seu livro sobre inteligência erótica já foi traduzido em 24 línguas e é consultora de 500 empresas pelo mundo.

Transporte compartilhado é a nova sensação do SxSW. Depois de uns ano banido em Austin, o Uber está de volta e poderá atender aos participantes do festival ao lado do Ride Austin e tantos outros. Mas neste ano, todos estão perdendo para o transporte compartilhado. Patinete, scooters e bicicletas elétricas e comuns estão movimentando a cidade com seus looks super coloridos. As tão faladas mobilidade e economia compartilhada são cada vez mais realidades por aqui.

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