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GenZ nos esportes: menos transmissão, mais interação

Os nascidos de 1995 a 2010 se interessam por esportes, a questão, no entanto, é que a dobradinha tradicional comentário e narração é ultrapassada para engajá-los

Luiz Gustavo Pacete
11 de março de 2019 - 6h07

O importante, no caso da GenZ, é compreendê-los cada vez mais como coparticipantes e menos como telespectadores (Crédito: Reprodução)

De 30 minutos a quase três horas, esse é o tempo que pode durar uma partida de League of Legends, atualmente um dos jogos mais populares dentro da categoria de e-Sports. Mesmo com partidas mais longas, as transmissões de e-Sports renderam, em 2017, 2,7 milhões de espectadores na final do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CbLol). Público em sua maioria pertencente às gerações Y e Z. Esse sucesso, segundo John West, CEO da empresa de mídia esportiva Whistle, deve-se ao fato de que os e-Sports existem em função da Geração Z e seus players souberam entender as demandas dessa geração em relação ao consumo de mídia.

West debateu com Jeff Toney, CBO da Dude Perfect, sobre os desafios das modalidades tradicionais esportivas em conseguir engajamento da Geração Z, dos nascidos de 1995 a 2010. “Os GenZ não perderam interesse nos esportes, a questão, no entanto, é o quanto os esportes estão conseguindo entender a forma que essa geração interage com o mundo e se relaciona como espectador de uma partida esportiva. Aliás, o que já ficou claro é que eles são cada vez menos espectadores e muito mais coparticipantes desse conteúdo”, diz Toney. Ele reforça que redes sociais de conteúdo efêmero como Snapchat e Stories aceleraram a relação de uma pessoa com o vídeo trazendo grandes desafios para as transmissões esportivas.

John West, da Whistle, explica que as demandas de consumo de mídia dos GenZ são tão fortes que vêm alterando, inclusive, o design e a performance de produtos como os smartphones, por exemplo. “Essa geração é tão característica que demandará produtos diferenciados, dinâmicas de conteúdo novas e têm o potencial, como nenhuma outra geração teve de alterar dinâmicas inteiras de consumo”, diz West. Em fevereiro, quando lançou sua linha Galaxy S10, a Samsung incluiu em um dos modelos de seu principal smartphone, uma memória de 1 terabyte. Isso, de acordo com a Samsung, tem relação direta com geração ao vivo e a necessidade que eles possuem de memória digital.

A final de League of Legends no Brasil bateu recorde de audiência e alto nível de engajamento (Crédito: Riot)

Muitas vezes, como conta Toney, as empresas de conteúdo se perdem ao tentarem produzir o conteúdo perfeito para a geração Z quando, na verdade, é necessário criar a relação perfeita. “Por várias vezes nos questionamos como criar o conteúdo perfeita para esses jovens quando na verdade o que eles demandam é menos qualidade ou narrativa e mais sobre relevância, interesse e aquilo que pode ser compartilhado com os amigos”. Diante deste cenário, West e Toney apontam que a melhor forma de engajá-los e tê-los como coparticipantes e inserir no contexto a capacidade que eles possuem de criação e interação.

Estudo recente da Kantar Millward Brown com 23 mil consumidores de idade entre 16 e 49 anos, em 39 países, identificou que as novas gerações possuem diferentes expectativas e visões de mundo sobre o consumo. De acordo com a pesquisa, se uma marca ou empresa de mídia quer criar engajamento com essa geração é necessário deixá-los no controle, já que todo formato que tira o controle deles não é aceito, adotar contexto que chame a atenção dos jovens como filmes e música, e interação, muita interação. De acordo com o estudo, a tecnologia transformou o mundo em um grande jogo para esses jovens que reforça a necessidade de que eles façam parte desse jogo. E, por fim, o conteúdo precisa ser criativo o suficiente para atrai-los com humor, design e som.

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