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O espaço e a sua marca têm muito em comum

A nova corrida especial, marcada pela competição das empresas privadas, nunca contribuiu tanto conceitualmente para empreendedores e empresas

Luiz Gustavo Pacete
14 de março de 2019 - 11h29

A demonstração de um exoesqueleto para exploração marciana mostrou que tecnologia para chegar até lá já existe (Crédito: Luiz Gustavo Pacete)

Quanto mais exploração espacial, mais perguntas. Quando o desconhecido é encontrado, mas desconhecimento. Quanto mais distante, mais desafiador. Esses dilemas, citados por Vanessa Aponte, líder de exploração da Human Space, em um contexto sobre o avanço da exploração espacial e os desafios desse novo ciclo da humanidade, poderiam muito bem fazer parte da exposição de uma aula de marketing. Afinal, qual profissional de marketing não se encheu de mais perguntas ao explorar um novo público ou mercado? E quando um novo produto é lançado, colocá-lo no mercado torna-se ainda mais desafiador.

Essa analogia foi citada várias vezes em um painel equilibrado entre o lado técnico e conceitual da exploração espacial. Vanessa reforçou que a nova corrida espacial com foco em Marte tem sido interessante do ponto de vista empreendedor. “Nunca tivemos tantas empresas privadas competindo e desenvolvendo projetos em parceria com a Nasa. A exploração do espaço é algo desafiador para a iniciativa privada por que literalmente não tem fim. Quanto mais investimento, mais será necessário investir, mas é um processo de aprendizado muito importante.

De acordo com Vanessa, a exploração de Marte é uma questão de tempo já que toda a tecnologia necessária para isso já existe, pontuou. “Literalmente, temos um kit completo de processos e protótipos desenvolvidos para a exploração. Neste momento, inclusive, vemos avanços interessantes quando você mistura todo o potencial histórico e de referências da NASA com os sistemas de inteligência artificial, machine learning e até mesmo blockchain aplicados aos desenvolvimentos de protótipos”, afirmou.

A exploração de Marte abriu uma corrida por parte das empresas privadas (Crédito: Luiz Gustavo Pacete)

Um outro aprendizado vindo do espaço que pode ajudar empresas (e marcas) em processo de transformação digital é o valor do protótipo. “Esse é um lema para quem quer explorar o espaço, não é á toa que a NASA tornou-se até mesmo uma marca querida em função do tanto de projetos que desenvolve, mas também como ela os coloca na rua testando e recebendo o feedback das pessoas”, afirmou.

Em dezembro do ano passado, a Virgin Galactic se aproximou do espaço com uma espaçonave. A empresa do bilionário Richard Branson havia tentado o feito em 2014, mas sua espaçonave, com dois tripulantes, acidentou-se causando a morte do copiloto. A conquista é simbólica nessa nova corrida que visa o turismo espacial cujos protagonistas são, além de Branson, Elon Musk, da SpaceX, e Jeff Bezos, da Blue Origin.

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