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Criatividade no centro das discussões

A mensagem que fica até então é a importância da autenticidade em todo processo criativo


18 de março de 2021 - 17h56

Indo para o segundo dia de evento, as sessões escolhidas tiveram uma característica em comum: a criatividade no centro de todas as discussões sobre inovação, relevância e nossa própria humanidade. Dizendo assim não parece nenhuma novidade, mas é interessante observar as camadas de interpretação e aprofundamento nesse tema que esteve presente tanto em painéis focados em tecnologia quanto em outros direcionados a nossa conexão mais pessoal com nossas paixões.

(Créditos: Rodolfo Clix/Pexels)

Em um painel liderado pela Accenture com a CCO da Best Buy, foi discutido como criar relevância nesse novo momento de vida das pessoas e a necessidade e habilidade de agilidade na adaptação ao cenário pandêmico em uma aula sobre customer experience ou, em suas próprias palavras, customer obssession, que integra uma nova fórmula de crescimento adotada pela empresa.

A metodologia se baseia na atenção frequente às necessidades dos consumidores — responsabilidade de toda a cadeia e um hábito massivamente incentivado — conectado à tecnologia e posicionamento do consumidor no centro, inclusive como um contribuinte ativo na construção de sua experiência com a marca. Além de garantir o essencial ao seguir normas sanitárias para o funcionamento de lojas, ofereceram melhores opções de entrega. A criatividade aplicada à experiência do cliente surgiu também na simples implementação de um novo serviço de retirada em loja sem contato, onde funcionários posicionam o produto diretamente no porta-malas do carro.

Outras duas sessões abordaram o papel da criatividade em tecnologias de AR e VR e reforçaram o poder do storytelling e o capital humano nas conexões emocionais na aplicação dessas tecnologias, pois é pela criatividade que iremos nos destacar como desenvolvedores de inovação, uma vez que essa habilidade, segundo Scott Belsky, CPO da Adobe, já ultrapassa a produtividade em valor percebido.

Para tal, é preciso enquanto criativos, abraçar o que temos e nos adaptarmos a esses novos formatos por uma ótica mais positiva, vendo o valor da imaginação humana acima das funcionalidades tecnológicas, a fim de mudar a dinâmica de como nos relacionamos com esses recursos no cenário atual e manter relevância durante a crise, que neste caso limita qualquer proximidade física.

Por um lado mais pessoal, tantas possibilidades abrem espaço para a dúvida, especialmente em um ano marcado pela fragilidade emocional do isolamento. Como empoderar nossos sonhos e dar espaço para a imaginação e a criatividade aplicada?

Nisso o festival tem cumprido também um papel crucial no que se diz respeito a motivação, dando espaço a vozes inspiradoras como Laurieann Gibson, autora e coreógrafa, que reforçou a necessidade de dançarmos nossa própria dança e escolher diariamente o sim, o nosso sonho que, acredito eu, para todos que estão vivendo esse momento seja relacionado a ter um impacto positivo a partir de nosso propósito profissional. Ter essa camada de incentivo dá um outro ânimo à experiência.

Do ponto de vista do receptor, em todos os painéis, vemos cada vez mais as pessoas tendo um papel central na narrativa, seja pela experiência tecnológica de vídeos volumétricos, que pela captação de cenas por diversas câmeras simultâneas consegue oferecer uma experiência 3D holográfica, imersiva e também autêntica e emocional, até a uma troca transparente proposta pela experiência de compra por um canal criado para deixar a vida dessas pessoas mais fácil.

No geral, a mensagem que fica até então é a importância da autenticidade em todo processo criativo e estarmos abertos à imprevisibilidade e dispostos a nos adaptar, afinal, a única coisa que a humanidade sempre poderá contar é com a mudança.

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