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Como o estilo de vida “fique em casa” mudou o consumo de informações

Dois anos depois, 232.258 pessoas que acompanharam a edição de 2019 tiveram a oportunidade de acompanhar novamente o maior evento de tecnologia, inovação e entretenimento do mundo


22 de março de 2021 - 17h29

E com o SXSW não foi diferente. Enfoque sobre esse assunto que desconcertou o planeta de um ano para outro, foi o centro das atenções no evento como um todo, além de temas importantes como diversidade, inteligência artificial, metaverso e computação quântica.

Dois anos depois, 232.258 pessoas que acompanharam a edição de 2019 tiveram a oportunidade de acompanhar novamente o maior evento de tecnologia, inovação e entretenimento do mundo, levando em conta a edição de 2020 cancelada por óbvios fatores pandêmicos.

A expectativa era grande. Que tipo de referências poderíamos absorver olhando “do outro lado do muro”? Quais erros ensinaram mais? Quais rotas a economia encontrou para sobreviver? Que tipo de tecnologias se tornaram fundamentais dentro desse novo contexto?

(Crédito: reprodução/SXSW)

Empresas de jogos, aplicativos de paquera, redes sociais voltadas para a comunidade, e empresas de condicionamento físico em casa, redefiniram o marketing e estão sendo consideradas categorias insurgentes. Jim Lanzone, CEO do Tinder, deixou claro que a distância social não impediu que pessoas se conhecessem, muito pelo contrário, o aplicativo recebeu 3 bilhões de “deslizes para o lado” por dia, o maior número registrado da companhia em 8 anos. A Geração Z, que ocupa mais de 50% da audiência, atribui esse comportamento à interação social focada mais na vida virtual do que a encontros físicos. Isso gerou 3 vezes mais interações e descobertas novas dentro de um contexto digital.

Um aplicativo de condicionamento físico americano, Peloton, atribui seu sucesso recente ao lançamento de funções interativas como high-fives, tags que permitem criar pequenas e grandes comunidades, e deixa claro que o senso de conexão entre os usuários permitiu ir além de um ótimo serviço de atividade física em casa. Doug Scott, CMO do Twitch, acredita que hoje em dia tudo gira em torno da conexão das pessoas, assim como Jeremi Gorman do Snapchat, que defende que não se trata apenas de escrever mensagens de texto com os dedos e ter uma foto de perfil.

O crescimento de 17 milhões e meio para 30 milhões de usuários em uma plataforma de games é atribuído não só apenas ao tempo em casa, mas principalmente a necessidade de interação. Segundo Scott, pessoas se interessam até por serem moderadores, exercendo uma função importante de organizar e dar seguridade aos usuários da plataforma – de forma não remunerada.

Dando um passo atrás, isso ficou bem claro também na forma que o SXSW foi ofertado. Formas interativas de se conectar com atendentes, além de uma área exclusiva para conversação, foram oferecidos. Uma opção de conhecer pessoas por meio de inteligência artificial era evidente, além do status dos usuários (online, offline ou ocupado). Fazendo uso de uma agenda, você poderia marcar reuniões com pessoas que tinha interesse em conhecer, se baseando pelo perfil profissional, e fazer vídeo conferências com pessoas do mundo todo. Tive um papo com uma pessoa da Turquia interessada nas principais características do mercado digital brasileiro, e tive a oportunidade de ser mentorado pela incrível Christine Park, Liron Turkenich e Joseph Klug no programa de mentoria do SXSW. Conhecimento robusto, disponibilizado através da tecnologia e inovação, com profissionais renomados do mundo todo.

As expectativas foram preenchidas de maneira muito satisfatória. Quando menos percebemos, o próprio formato do SXSW já era uma ressignificação e um direcional do que está por vir. Experiência digital e conexão por meio de tecnologia move as pessoas através de nossas casas. Mais pensamento coletivo e menos pensamento individual. Cada um faz parte de um todo, e toda opinião importa. Fantástico!

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