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Onde tudo se conecta

Os painéis geram provocações constantes: anotações, dúvidas e questionamentos que me fazem buscar aprofundamento e estudo de caso detalhados


18 de março de 2021 - 13h14

(Crédito: Reprodução)

A agenda do dia seguiu o formato “TED”, com painéis curtos, porém, muito, muito ricos. Os painéis geram provocações constantes: anotações, dúvidas e questionamentos que me fazem buscar aprofundamento e estudo de caso detalhados, mas não dá tempo (risos).

O rito sobre tendência, como o painel Fjord Trends, da Accenture, conduzido pela Matha Cotton (Global Co Lead da Accenture Interactive) e que serve como guia de previsibilidades de negócios, tecnologia e design para 2021, está disponível no link https://www.accenture.com/sk-en/insights/interactive/fjord-trends. Nele, surge um apontamento sobre a tendência por voz.

Fim do Clubhouse?

A voz estava praticamente “ausente” das principais redes sociais. Com o hype dos podcasts, a popularidade desse meio disparou o nosso desejo básico de simplesmente “ouvir”.  Agora é a hora de comunicação direta, emoções reais, “menos emojis + realidade”. O painel Voice is Transforming our Online Presence. Why? contou com a apresentação da Start up Swell.

Você pode pensar que o Clubhouse é a principal plataforma de áudio nas redes sociais, mas uma startup de São Francisco chamada Swell está lançando um aplicativo (iOS e Android) focado em conversas de voz, com grande diferencial que, muito em breve, promete “revolucionar” o mercado de voz. O Swell está focado em comentários assíncronos, em outras palavras, os usuários postam um áudio com até cinco minutos (com uma imagem e links) e, então, outros usuários podem navegar, ouvir e deixar suas próprias respostas de áudio.

O Futuro é Metaverso!

A pandemia também mudou a cultura online. Reuniões de família no Zoom, casamentos realocados para Animal Crossing, formaturas no Minecraft e experimentar roupas virtualmente viraram práticas comuns. Com as reuniões virtuais se tornando popular e os jogos online aumentando sua participação no mundo, é inevitável que as marcas desempenhem um papel significativo no mundo metaverso.

Impossível passar por hoje sem dizer que o FUTURO É METAVERSO! Pode parecer loucura estar em um espaço virtual compartilhado, onde pessoas são representadas por avatares digitais em um mundo virtual que só cresce e evolui. Tive a oportunidade de assistir a painéis como: Why The Music Biz is Buzzing About the Metaverse? em que Roblox e Columbia Records apresentaram o primeiro “case” que em meio à pandemia produziu um dos maiores shows de todos os tempos. O cantor Lil Nas X, duas vezes vencedor do Grammy, estreou com seu novo single “Holiday”, interagindo com os fãs, atraindo mais de 30 milhões de visualizações. Na cola desses vieram outros, como Travis Scott´s e Fortnite, Post Malone e Pokemom, com números bem superiores ao primeiro, que surgiu com meses de diferença. O fenômeno social e tecnológico, impulsionado por uma nova geração que cresce nas plataformas online e globais, abriu uma nova maneira das pessoas estarem juntas, interagindo e criando um novo segmento.

Precisamos estar imersos ao metaverso. Essa já é a próxima fronteira para a interação online. Assim como a mídia social revolucionou o panorama do marketing online, o metaverso também já está o fazendo. Free Fire, Fortnite, Minecraft e Animal Crossing são jogos com bases gigantescas de usuários. O Facebook também está se posicionando em direção ao metaverso com suas plataformas de realidade virtual, Horizon (atualmente em beta) e Live Maps. Fornecedores como Microsoft, Niantic, Magic Leap e muitos outros estão na corrida.

Seria o metaverso uma saída para os shows de realidade imersiva, híbrida, de forma definitiva? Temos oportunidades em todos os seguimentos econômicos, empresas precisarão realizar pesquisas sobre seus “novos clientes”. Como é o shopper no “mundo metaverso”? Quais são suas preferências nesse novo mundo? Como elas se comportam? Quais as relações entre mundo real X metaverso? Some-se a isso uma camada onde assistentes virtuais e robôs, que utilizam machine learning e AI, são os “donos desse relacionamento” no dia a dia! Temos objeto de estudo para uma longa jornada.

Experiência

Todos os principais painéis do meu dia se conectaram: o How a Video Game Changed How We Talk to Patients – realizado pela Gentench (empresa de biotecnologia e Real Chemistry (marketing digital) – apresentou um estudo sobre um determinado grupo de pacientes de hemofilia que não estavam se engajando nos canais tradicionais.

Como engajar sem se forçar? Como informar sem interromper? A Gentech e a Real Chmistry criaram o primeiro torneio E-sports direcionado a pessoas que vivem com doenças raras, especificamente, hemofilia. O BLOODLEES BATTLE, transmitido pelo Twitch, foi visto por mais de 6 milhões de pessoas.

As possibilidades de atuação no metaverso repercutiram ao longo de todo dia. Foram 12 painéis, curtos e intensos.

E lá se vão dois dias de SXSW conectados, assim como todos nós precisamos e estaremos conectados.

O festival aquece o coração e a mente… o hd interno está cheio de provocações e, a cada dia que passa, surgem novas perguntas onde tudo se conecta.

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