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Harari, Melinda Gates e aquela mulher que você nunca ouviu falar

Ninguém com o psicotécnico em dia se inscreve num SXSW da vida esperando que vai se achar o gênio da turma


19 de março de 2021 - 18h35

Uma das melhores coisas que a busca pelo conhecimento pode proporcionar é o sentimento mágico de se sentir ignorante. E, convenhamos, ninguém com o psicotécnico em dia se inscreve num SXSW da vida esperando que vai se achar o gênio da turma.

O SXSW não é um festival. É um convite. Um grande encontro de inteligências nos convidando a iluminar nossas pequenas ignorâncias. E o que eu mais tenho gostado do line-up desse ano é que ele não tem jogado luz apenas nas minhas ignorâncias em relação a inteligências artificiais, machine learnings e afins. Ele tem nos convidado a sermos inovadores também em nossas relações humanas.

Em seu ótimo talk, Yuval Harari falou sobre duas características que nos definem: a ilusão e a fragilidade. Segundo Harari, como humanos, sabemos muito pouco sobre nós. E por isso criamos mecanismos que nos permitam sentir que temos controle sobre nossas vidas, opiniões e decisões.

A maior parte do dinheiro do mundo não é uma realidade concreta, mas uma expectativa de uma lucratividade futura. É isso que mantém a economia global: uma fé conjunta de que evoluiremos. Cuidar de temas que ajudam a equilibrar as desigualdades ao redor do mundo, não é, portanto, apenas uma atitude bonitinha. É também um ótimo negócio.

Em um momento em que o mundo inteiro arregaça as mangas para encontrar soluções que nos ajudem a preservar a vida, é importante pensar em como serão nossas vidas passado esse momento. E isso nos leva a Melinda Gates.

Numa conversa com a escritora Kelly Corrigan, Melinda ressaltou o empoderamento feminino como instrumento de transformação em massa. Até aí, nada novo. Porém, se observarmos que vivemos em um mundo em que as leis e as condições da maioria dos países são feitas ou inspiradas em potências mundiais feitas para homens, enxergaremos um zilhão de oportunidades.

Duvida? Veja então o que esse pensamento transformado em inovação nos apps de relacionamentos fez com a vida de Whitney Wolfe Herd, fundadora do Bumble.

A inclusão de mulheres na força de trabalho em condições de igualdade é uma das vacinas para o mundo pós-pandemia. Um mundo que, quanto mais a gente cava, mais percebe que precisa de vacinas.

Sabrina Butler-Smith (crédito: reprodução)

E é aí que entra Sabrina Butler-Smith, uma mulher que boa parte de nós nunca ouviu falar, mas deveria. Richard Branson, Arianna Huffington, Ben Cohen e Jerry Greenfield já pararam para ouvi-la. Se eu fosse você, iria correndo para a sala “Business Leaders Against The Death Penalty” e pararia também.

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